A gestão municipal de São Paulo reforçou a segurança da Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro da capital, para a reabertura da exposição “Jazz – o livro de artista de Henri Matisse”. A mostra foi retomada na tarde de um sábado com a promessa de proteção integral feita por meio de câmeras do sistema SmartSampa e agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
De acordo com a administração local, os agentes permanecerão mobilizados para realizar a vigilância durante 24 horas por dia até o encerramento da exposição. O acervo em exibição reúne oito gravuras de Henri Matisse que haviam sido subtraídas da instituição no mês de dezembro do ano anterior e localizadas pela Polícia Civil em agosto.
As peças recuperadas foram encontradas intactas no interior de um apartamento situado em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo, e avaliadas em até R$ 1 milhão. O conjunto totaliza 20 composições que integram o álbum “Jazz”, publicado originalmente em 1947 pelo artista francês.
Durante a cerimônia de reabertura, o secretário municipal de Cultura destacou a importância da recuperação do material e o impacto internacional gerado pelo furto anterior. Segundo a administração, o caso chamou a atenção de autoridades culturais em diversos países, incluindo instituições no exterior.
A investigação policial resultou na prisão em flagrante de um comerciante sob a acusação de receptação, enquanto aponta um conhecido suspeito de furtos de obras de arte e documentos raros como o mandante do crime. O episódio inicial ocorreu quando invasores armados renderam uma funcionária e levaram tanto as gravuras de Matisse quanto outras obras de Candido Portinari que ainda não foram recuperadas.
Como desdobramento do ocorrido, a direção da biblioteca promoveu uma revisão completa em seus protocolos de segurança patrimonial, incluindo treinamentos para os funcionários e a intensificação das rondas periódicas realizadas pela Guarda Civil Metropolitana no entorno e no interior do prédio histórico.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
