A marca de smartphones Jovi, pertencente à gigante chinesa de tecnologia vivo Mobile Communication, completa um ano de atuação no Brasil acumulando resultados expressivos no setor de telefonia. Desde o início de suas operações em solo nacional, em junho de 2025, a companhia registrou um crescimento de 60% na região Nordeste, impulsionada principalmente pela receptividade do público em estados estratégicos.
De acordo com os dados divulgados pela empresa, o avanço comercial na região teve como principais molas propulsoras os mercados da Paraíba, de Pernambuco e da Bahia. Juntos, esses três estados concentram cerca de 24,7 milhões de usuários de telefones celulares, montante que representa mais da metade de todo o contingente de consumidores na região nordestina.
Para dar conta da demanda crescente, a Jovi mantém uma estrutura de fabricação local na Zona Franca de Manaus, com a produção operada por meio de uma parceria com a GBR Componentes. A expectativa da marca é ambiciosa para o encerramento deste ano, projetando uma ampliação de 400% na capacidade de produção para alcançar a marca de 500 mil aparelhos fabricados.
A escolha da nomenclatura Jovi para o mercado brasileiro ocorreu por um motivo estratégico: evitar conflitos de marca com a operadora de telecomunicações Vivo, que pertence ao grupo Telefônica e já possui forte presença estabelecida no país. Globalmente, a empresa proprietária carrega um histórico sólido desde sua fundação em 1995, na cidade chinesa de Dongguan.
A fabricante faz parte do conglomerado BBK Electronics, grupo empresarial que também controla outras marcas conhecidas do setor global de tecnologia, como OPPO, OnePlus e realme. No cenário internacional, a vivo Mobile Communication atende a aproximadamente 500 milhões de usuários espalhados por 60 países, contando com dez centros dedicados exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento.
Esses centros de inovação estão localizados em polos tecnológicos estratégicos de metrópoles globais, a exemplo de Pequim, Xangai e Tóquio, concentrando esforços em aprimorar áreas cruciais como design de produtos, sistemas de imagem, interfaces de sistemas operacionais e o desempenho geral dos dispositivos. No Brasil, a estratégia comercial para conquistar espaço tem como foco principal a oferta de aparelhos equipados com baterias de longa duração.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
