Uma nova parte da estrutura do supermercado que estava sendo construído na Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande, desabou durante a madrugada deste domingo (13). O incidente ocorre poucos dias depois do acidente que matou dois trabalhadores e deixou outros dois feridos no mesmo local. Desta vez, felizmente, ninguém estava na área no momento da queda.
Câmeras de segurança da região flagraram o momento do novo desabamento. O registro ocorreu por volta de 0h08, segundo relatado por moradores que ouviram o forte estrondo durante a noite. Após o colapso desta madrugada, uma viga de concreto ficou pendurada em outra parte da estrutura, posicionada de maneira muito próxima à fiação elétrica da rua, o que gerou forte apreensão na vizinhança.
Moradores temem que a peça remanescente não suporte o próprio peso e acabe caindo sobre os fios, provocando danos na rede elétrica, interrupção no fornecimento de energia e até mesmo um princípio de incêndio na região. A situação tem assustado quem precisa transitar pelo trecho, que voltou a ter circulação de pedestres e veículos após barreiras de isolamento anteriores serem retiradas ou derrubadas por vendavais.
O novo episódio de instabilidade estrutural acontece exatamente nove dias após a tragédia na obra do supermercado Mister Júnior. Na tarde do dia 4 de setembro, uma estrutura de aproximadamente 14 metros desabou enquanto operários atuavam no canteiro de obras, resultando nas mortes de Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel Oliveira da Silva, de 41 anos, além de deixar outros dois feridos.
Após o primeiro acidente fatal, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) embargou a obra até a eliminação completa dos riscos, enquanto o Ministério Público do Trabalho (MPT) constatou que os operários falecidos trabalhavam sem registro formal. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) e a Perícia Científica também foram acionados para investigar as causas da tragédia.
Enquanto as investigações prosseguem e órgãos fiscalizadores cobram documentos de segurança e laudos técnicos sobre o projeto e a montagem das estruturas pré-fabricadas, os moradores continuam cobrando providências urgentes para evitar novos acidentes e garantir a segurança definitiva no entorno do canteiro de obras paralisado.
Fonte: www.campograndenews.com.br
