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Viajar na gravidez é possível com preparativos simples e orientação médica

Especialistas apontam que, com planejamento adequado, avaliações médicas prévias e cuidados específicos durante o trajeto, gestantes podem viajar com segurança.

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Viajar na gravidez é possível com preparativos simples e orientação médica

Viajar durante a gestação é perfeitamente viável, mas exige planejamento prévio e cautela para evitar imprevistos com a saúde da mãe e do bebê. Especialistas recomendam que qualquer roteiro seja avaliado por um médico com pelo menos quatro a seis semanas de antecedência, garantindo que a gestante esteja apta e que os riscos sejam devidamente mapeados.

Para a maioria das gestações de baixo risco e de feto único, o período considerado ideal para pegar a estrada ou voar fica entre a 14ª e a 28ª semana. Isso ocorre porque as principais emergências obstétricas tendem a se concentrar nas primeiras 12 semanas ou no início do terceiro trimestre, exigindo maior atenção redobrada nesses intervalos.

As companhias aéreas e de cruzeiros possuem regras rígidas para o embarque de gestantes. Muitas empresas exigem uma declaração médica informando a data prevista do parto após a 28ª semana, enquanto companhias marítimas costumam proibir o embarque após a 23ª semana. Por isso, verificar as políticas de cada transportadora é um passo fundamental antes de fechar qualquer reserva.

Outro ponto crítico é assegurar o acesso a atendimento médico de alta complexidade no destino. Áreas remotas ou ilhas podem não contar com hospitais equipados com unidades de terapia intensiva neonatal, tornando essencial ponderar os riscos antes de escolher locais isolados ou viagens longas sobre grandes extensões de água.

Durante o trajeto, medidas simples ajudam a proteger a saúde da gestante, como manter uma hidratação constante, utilizar meias de compressão para melhorar a circulação e caminhar a cada poucas horas para prevenir coágulos e trombose. O uso correto do cinto de segurança, posicionado abaixo da barriga e encostado nos ossos do quadril, também é indispensável em deslocamentos de carro.

Por fim, no destino, é recomendado evitar o superaquecimento corporal, dispensar banheiras de hidromassagem e recusar atividades físicas que possam causar traumas abdominais. Ficar atenta a sinais de alerta, como dores abdominais, sangramentos ou contrações prematuras, garante que a viagem permaneça segura e tranquila.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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