Um levantamento recente revelou um crescimento expressivo na quantidade de cidadãos do Brasil que recorrem a um programa oficial para deixar o território português e retornar ao país de origem. A iniciativa, gerenciada pela Organização Internacional para Migrações (OIM), vinculada à ONU, chama-se Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração.
O programa é voltado especificamente para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, independentemente de estarem com a documentação migratória regularizada ou da região em que residem. Nos primeiros sete meses deste ano, os pedidos de auxílio apresentaram um salto superior a 50% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A tendência de alta tem se mantido constante desde 2024, ano em que o formato atual foi implementado. Enquanto ao longo de todo o ano de 2024 foram registrados 432 pedidos de brasileiros, esse volume já foi superado apenas no primeiro semestre deste ano, quando a marca chegou a 470 solicitações.
Os relatórios da OIM indicam que a média mensal de inscrições de brasileiros saltou de cerca de 44 por mês em 2025 para aproximadamente 67 neste ano, o que representa uma alta de 52%. Embora imigrantes de outras nacionalidades também participem, os brasileiros representam a esmagadora maioria dos atendimentos do programa.
O suporte oferecido pela entidade inclui a compra da passagem aérea de volta e uma ajuda de custo de 70 euros para despesas durante o trajeto, entregues em mãos no dia do embarque. No entanto, a taxa de concretização dos pedidos costuma envolver cerca da metade dos inscritos, devido a exigências rigorosas de comprovação de vulnerabilidade econômica e restrições de retorno.
As motivações para o retorno envolvem perfis variados, desde imigrantes que ingressaram de forma irregular até aqueles que chegaram com contratos de trabalho, mas acabaram esbarrando no elevado custo de vida e nas dificuldades com o mercado imobiliário em terras portuguesas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
