O documentário “Lendo o Mundo”, obra que ilustra a gênese do método de alfabetização de adultos desenvolvido pelo renomado educador Paulo Freire, prepara-se para uma série de exibições e debates internacionais, com passagens confirmadas em Nova York.
Na próxima quinta-feira (17), após uma sessão especial no Firehouse Cinema, a codiretora norte-americana Catherine Murphy subirá ao palco para debater os principais aspectos da obra diretamente com o público presente na capital cultural dos Estados Unidos.
No dia seguinte, a programação internacional continua com a inclusão do longa-metragem na grade oficial da Conferência Paulo Freire, evento acadêmico que será sediado pela tradicional Universidade Columbia, também em território nova-iorquino.
Dirigido por Catherine Murphy em parceria com Iris de Oliveira, o documentário revisita o célebre experimento pedagógico conduzido há mais de 60 anos na pequena cidade de Angicos, situada no sertão do Rio Grande do Norte.
Foi nesse município nordestino que o filósofo e educador testou e lapidou sua célebre metodologia voltada para jovens e adultos, estruturada com o objetivo de ensinar os fundamentos da leitura e da escrita no intervalo de 40 horas, utilizando vocábulos e vivências do cotidiano dos próprios alunos.
Antes de seguir rumo aos compromissos nos Estados Unidos, a produção cinematográfica terá uma exibição especial na Cinemateca de São Paulo nesta terça-feira (15), acompanhada pelo debate intitutlado “Memória, Cinema e Educação”.
O evento em solo paulista contará com as presenças de Murphy, da produtora cultural e pesquisadora Liciane Mamede e da educadora Sonia Couto Souza Feitosa, sob a mediação de Marcelo Fonseca, coordenador de Educação a Distância do Instituto Paulo Freire.
A agenda comemorativa segue no sábado (19), data em que o pensador completaria 105 anos de idade, quando “Lendo o Mundo” receberá mais uma sessão especial, desta vez nas salas do Belas Artes.
Vale lembrar que a relevância e o impacto cultural da obra já haviam sido reconhecidos anteriormente no circuito de festivais, tendo conquistado o prêmio máximo na categoria de documentários do Festival de Gramado no ano passado.
Fonte: redir.folha.com.br
