A Justiça da França condenou nesta segunda-feira um auxiliar escolar por crimes de abuso sexual cometidos contra menores de idade. O réu, identificado como Michael M., de 38 anos, admitiu perante o tribunal a autoria dos abusos contra nove crianças, cujas idades variavam entre 5 e 10 anos. Os atos criminosos ocorreram no período compreendido entre setembro de 2022 e janeiro de 2024. Durante a sessão de julgamento, o acusado expressou arrependimento e pediu desculpas pelo ocorrido.
Como parte da sentença, a corte determinou que o período de efetiva restrição de liberdade do condenado seja cumprido em regime de prisão domiciliar, com a utilização de tornozeleira eletrônica. A investigação conduzida pelas autoridades apontou ainda que o réu mantinha participação em debates de cunho pedófilo em um fórum na internet, detalhe que foi ressaltado pela magistrada que presidiu o julgamento do caso.
O escândalo gerou forte repercussão administrativa e política no país europeu. Dados divulgados indicam que, desde o início do ano, a prefeitura de Paris já afastou 132 auxiliares escolares de suas funções habituais. Deste total, 52 profissionais encontram-se sob suspeita direta de envolvimento em práticas de abuso sexual no ambiente educacional.
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, compareceu perante uma comissão de investigação do Senado francês para prestar esclarecimentos sobre a situação. Na ocasião, a gestora municipal classificou o episódio como um verdadeiro fracasso coletivo, embora tenha evitado formalizar desculpas em caráter pessoal.
Durante seu depoimento aos parlamentares, Hidalgo enfatizou que diversas instâncias de controle falharam na missão de salvaguardar os menores. Segundo ela, as responsabilidades recaem tanto sobre a prefeitura quanto sobre as autoridades locais, o sistema educativo nacional, as forças policiais e o próprio poder judiciário, apontando uma falha sistêmica na proteção à infância.
Apesar das críticas recebidas, a prefeita afirmou ter se envolvido de maneira profunda no combate a esse tipo de conduta criminosa. Novas oitivas e desdobramentos sobre a atuação dos órgãos públicos no caso estão previstos para continuar nos próximos dias no parlamento francês.
Fonte: noticias.uol.com.br
