O apresentador Fausto Silva, aos 76 anos, declarou em uma longa entrevista ao programa comandado por Pedro Bial que não possui planos de retornar à televisão. Afastado da telinha desde que encerrou seu vínculo de três décadas com a Rede Globo há cinco anos, o comunicador pontuou que o momento agora é voltado para o descanso e o convívio familiar.
“Não tenho nada mirabolante”, afirmou o apresentador ao detalhar suas expectativas para o futuro. Segundo ele, a prioridade passou a ser desfrutar da companhia da esposa e dos filhos, além de viajar sempre que possível. Com uma trajetória de 62 anos iniciada no rádio, Faustão garantiu que não sente falta da rotina intensa de trabalho na mídia.
Durante a conversa, o comunicador classificou como um verdadeiro milagre o fato de ter sobrevivido a quatro transplantes cirúrgicos: um de coração, dois de rins e um de fígado. Ele relatou que passou a maior parte dos últimos anos em internações hospitalares e que ainda prossegue com seu processo de reabilitação física, o qual envolve sessões de fisioterapia, musculação e a prática de tai chi chuan.
O programa também revisitou momentos marcantes da carreira de Fausto Silva, desde os tempos áureos do programa Perdidos na Noite, na Band, até a consolidação de seu estilo irreverente à frente do Domingão na Globo, inaugurado em março de 1989. O apresentador recordou episódios históricos de sua passagem pela emissora e destacou que seu maior legado profissional foi a formação de novos talentos que hoje ocupam posições de destaque e direção.
Acompanhado pelo cardiologista Fernando Bacal, Faustão relembrou as dificuldades enfrentadas após o transplante cardíaco realizado em 2023, quando precisou aguardar na fila de prioridade máxima devido à gravidade do quadro clínico. O médico aproveitou a oportunidade para reforçar a relevância da conscientização pública a respeito da doação de órgãos no Brasil, enfatizando que a visibilidade dada pelo apresentador ajuda a demonstrar a seriedade do sistema nacional de transplantes.
Por fim, Fausto Silva ressaltou o potencial transformador de um único doador de órgãos e incentivou a sociedade a discutir o tema com mais abertura. Para o cardiologista, o exemplo de superação e resiliência do apresentador representa um marco de orgulho para a medicina brasileira e um legado permanente em prol da vida.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
