O senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua como coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), criticou duramente o adiamento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Em declarações feitas a jornalistas no Senado, o parlamentar classificou a sessão da Corte como tendo um caráter nitidamente protelatório.
Segundo Marinho, o movimento no Supremo foi estruturado com o objetivo principal de ganhar tempo e viabilizar novos vazamentos de informações. Para o senador, a estratégia visa aumentar o tumulto no âmbito judicial e tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes da obrigação de prestar contas à sociedade, prerrogativa que, em sua visão, deveria valer para qualquer cidadão brasileiro.
O parlamentar afirmou ainda que o desfecho da sessão transmitiu uma forte sensação de impunidade e frustração perante a opinião pública. Na avaliação do coordenador de campanha, existe uma clara tentativa institucional de blindar o magistrado, impedindo que ele preste esclarecimentos formais em uma eventual investigação conduzida pelo tribunal.
Ainda durante suas declarações à imprensa, Marinho pontuou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado se distanciar politicamente de Alexandre de Moraes. O senador lembrou de manifestações anteriores do chefe do Executivo em defesa do ministro, contrapondo-as ao cenário político atual e às recentes movimentações e declarações do governo.
O julgamento extraordinário realizado pelo STF teve como pauta a análise de um relatório da Polícia Federal que aborda supostas mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A sessão foi marcada por impasses processuais, debates intensos entre os ministros e divergências sobre o formato da tramitação dos casos na Corte.
Os trabalhos acabaram sendo interrompidos após um pedido de vista formulado pelo ministro Flávio Dino. Com a suspensão regimental, que concede prazo de até 90 dias para a devolução dos autos, o julgamento permanece sem uma definição conclusiva, mantendo o cenário de debates políticos e jurídicos em torno do Supremo Tribunal Federal.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
