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Diretor de ‘A Hora do Mal’ encara zumbis dentro e fora das telas com ‘Resident Evil’

Zach Cregger enfrenta críticas de fãs por escolhas narrativas em sua nova releitura de 'Resident Evil', que aposta em um protagonista comum e em uma atmosfera frenética de sobrevivência.

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Diretor de ‘A Hora do Mal’ encara zumbis dentro e fora das telas com ‘Resident Evil’

O cineasta Zach Cregger tem vivido uma realidade bastante parecida com a de seus próprios personagens nas telonas. Conhecido por dirigir ‘A Hora do Mal’, o diretor passou a ser alvo de intensa perseguição por parte de fãs da franquia ‘Resident Evil’, que o acusam de descaracterizar a essência dos jogos eletrônicos originais.

As principais críticas giram em torno da ausência de figuras icônicas da saga, a exemplo do soldado Chris Redfield e do policial Leon Kennedy. Embora especialistas do setor projetem um excelente desempenho comercial para o longa, os entusiastas argumentam que a produção se apropriou do prestígio da marca para contar uma história totalmente distante do material clássico.

Apesar de reconhecer o distanciamento das narrativas tradicionais criadas pela Capcom, Cregger defende que a atmosfera distópica foi preservada com rigor. No filme recém-lançado, a trama acompanha um entregador encarregado de levar um pacote médico a uma localidade isolada, deparando-se com infectados enfurecidos e tendo de lutar implacamicamente para continuar vivo.

O diretor pontua que sua prioridade foi o ritmo acelerado e o frenesi constante, em vez de expandir a mitologia corporativa. As breves menções à Umbrella Corporation, inclusive, servem para satirizar o conglomerado multinacional culpado pelo colapso biológico que assola o mundo da ficção.

Para o ator Austin Abrams, que interpreta o protagonista ordinário no novo longa, a escolha por figuras comuns ajuda a aproximar o espectador da experiência aterrorizante. Diferente de heróis hiper-poderosos no estilo de produções de ação tradicionais, o personagem de Abrams reage com desespero e confusão, gerando uma dinâmica de igualdade perante o perigo desconhecido.

Por fim, Cregger demonstra tranquilidade quanto às escolhas autorais e à autonomia que conquistou após o sucesso de seus projetos independentes anteriores. Com o apoio dos estúdios e a aprovação do corte final por executivos, o cineasta segue firme em sua visão artística, estreando o longa nos cinemas com grande expectativa do público geral.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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