A paralisação dos trabalhadores dos Correios, iniciada em uma quinta-feira recente do mês de setembro de 2026, tem gerado forte impacto no fluxo de entregas em todo o país, deixando consumidores e pequenos lojistas sem previsões exatas para o recebimento de mercadorias. Relatos colhidos apontam objetos com prazos vencidos, ausência de atualizações no sistema de rastreamento e dificuldades crescentes na obtenção de reembolso para fretes atrasados.
Entre os afetados está a jovem Mariana Greco Mantovani, responsável por um comércio virtual de importação e venda de itens colecionáveis e bonecas. Ela relatou estar com caixas retidas desde o início do período de paralisação, contendo encomendas destinadas a diversos clientes, o que gera o risco de ficar com mercadorias estagnadas e acumular prejuízos financeiros.
Enquanto para entregas internas no território nacional os lojistas ainda conseguem recomendar o uso de transportadoras alternativas aos compradores, o mesmo não ocorre com produtos vindos do exterior. Nessas situações de importação, a dependência da rede postal estatal é total, tornando inviável contornar o problema gerado pela greve.
Plataformas de defesa do consumidor e registros em órgãos de atendimento também têm contabilizado um aumento expressivo nas reclamações. Clientes de diferentes localidades relatam que mercadorias pagas com fretes expressos, como o serviço Sedex, encontram-se paradas em agências locais mesmo após o término dos prazos limites de entrega estipulados.
Em resposta à crise operacional, os Correios informaram que vem aplicando um Plano de Continuidade de Negócios, remanejando cargas postais conforme a urgência para tentar assegurar o tratamento e a distribuição dos objetos. A estatal também mobilizou equipes administrativas para atuar no apoio operacional e realizar mutirões de entrega, mantendo as agências com atendimento aberto ao público.
A paralisação ocorre em um momento financeiramente sensível para a companhia estatal, que recentemente buscou alternativas junto ao governo federal e ao mercado financeiro para viabilizar novas linhas de crédito e dar andamento ao seu plano de reestruturação econômica. Apesar de reconhecer o direito legítimo de greve da categoria, a administração monitora de cerca os impactos logísticos para tentar mitigar os prejuízos aos consumidores.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
