O ex-presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, Milton Leite, apresentou-se espontaneamente a uma delegacia na capital paulista, após ter sua prisão temporária decretada pela polícia. A ação ocorre no âmbito de uma operação que investiga uma suposta ligação profunda entre figuras políticas e a facção criminosa PCC, além de envolver empresas de ônibus na rota das investigações.
Batizada de operação Vectura Corrupta, a ofensiva da Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra um total de 16 alvos nesta data. As autoridades buscam esclarecer a extensão da influência do grupo criminoso em setores estratégicos da administração pública e do transporte municipal paulistano.
Durante as apurações conduzidas pelos investigadores, interceptações telefônicas e diálogos captados revelaram menções diretas ao ex-parlamentar. Em uma das conversas analisadas pela polícia, um indivíduo apontado como integrante da organização criminosa conversa com outro suposto membro sobre a necessidade de intervenção política.
No trecho destacado pelos investigadores, o interlocutor relata ter afirmado a um advogado identificado como Milton Milreu que seria imprescindível envolver Milton Leite na resolução de uma determinada questão de interesse do grupo investigado.
A Polícia Civil e o Ministério Público continuam a analisar o material apreendido e os registros telefônicos para detalhar o papel de cada um dos 15 alvos restantes, bem como a profundidade do envolvimento do ex-chefe do Legislativo municipal com as irregularidades apuradas.
A defesa dos investigados foi procurada para se manifestar sobre as acusações e os desdobramentos da operação Vectura Corrupta, mas até o momento não houve retorno oficial. O espaço segue aberto para posicionamentos futuros, que serão incorporados à cobertura jornalística conforme forem divulgados.
Fonte: noticias.uol.com.br
