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Policial Edjane deixa corrida ao governo de SP após TRE indeferir chapa por renúncia de vice

A candidatura da Policial Edjane (Agir) ao governo de São Paulo foi indeferida pelo TRE nesta sexta-feira após pedidos de renúncia de vice e falta de repasses financeiros.

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Policial Edjane deixa corrida ao governo de SP após TRE indeferir chapa por renúncia de vice

A Policial Edjane não é mais candidata ao Governo do Estado de São Paulo. O partido Agir desistiu da corrida eleitoral sob a justificativa de não possuir verbas para arcar com os custos da campanha. Embora Edjane tenha negado ter desistido voluntariamente, a Justiça Eleitoral acabou indeferindo a chapa nesta sexta-feira (18), após a sua vice apresentar um pedido de renúncia e parte da documentação exigida não ser aceita.

Com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, a candidatura do Agir para o Executivo paulista foi cancelada. Embora coubesse recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido informou que não irá recorrer. Nas últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas, a candidata aparecia com 3% no Datafolha de 11 de setembro e 1% na pesquisa Quaest de 8 de setembro.

De acordo com os dados apresentados à Justiça Eleitoral, o diretório paulista do Agir não recebeu repasses de verbas para a campanha de Edjane. Segundo a assessoria da ex-candidata, o Diretório Nacional optou por direcionar os recursos financeiros para disputas majoritárias em outros estados, como Rio de Janeiro e Minas Gerais. A falta de financiamento foi apontada como o principal fator para a interrupção do projeto eleitoral.

Diante do cenário financeiro adverso, a vice da chapa, Professora Nayr Duarte, protocolou um pedido de renúncia para concorrer ao cargo de deputada estadual. O mesmo procedimento já havia sido adotado pela primeira vice da chapa, Renata Bolsonaro, que migrou para a disputa de uma cadeira na Câmara dos Deputados. A renúncia de Nayr foi homologada na segunda-feira (14) e julgada pelo TRE na tarde desta sexta-feira (18).

Como o prazo legal para a substituição de vices se encerra 20 dias antes das eleições e já estava vencido, o TRE sacramentou o indeferimento da chapa. Além disso, o Ministério Público Federal solicitou o indeferimento da candidatura devido à ausência de dois documentos obrigatórios: a prova de desincompatibilização da Polícia Militar e a certidão criminal para fins eleitorais, julgadas insuficientes pela Corte.

Edjane Lima de Sousa, de 49 anos, atua como cabo da Polícia Militar no 32º Batalhão em Suzano, sendo responsável pelo patrulhamento na região metropolitana. Com histórico de outras tentativas eleitorais em anos anteriores, ela agora vê sua trajetória na corrida ao Palácio dos Bandeirantes interrompida de forma definitiva após as movimentações jurídicas e partidárias no estado.

Fonte: g1.globo.com

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