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Novo estudo aponta alto índice de esgotamento emocional e burnout em médicos de UTI

Inquérito conduzido pela Amib e pelo CFM revela que quase metade dos profissionais que atuam em unidades de terapia intensiva no Brasil sofre com esgotamento mental e emocional elevado.

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Novo estudo aponta alto índice de esgotamento emocional e burnout em médicos de UTI

Quase metade dos médicos que atuam em unidades de terapia intensiva (UTIs) em todo o território nacional enfrenta um nível elevado de exaustão mental e emocional. Os dados também apontam que uma parcela significativa desses profissionais lida com um baixo grau de satisfação em relação às suas respectivas atividades diárias no ambiente hospitalar.

As informações foram divulgadas por meio do Inquérito Nacional sobre a Força de Trabalho Médica das UTIs Brasileiras, um levantamento abrangente conduzido conjuntamente pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A pesquisa ouviu um total de 2.338 profissionais espalhados por 26 estados e pelo Distrito Federal.

Diante do panorama revelado, a Amib destacou em nota oficial que os resultados demonstram a extrema vulnerabilidade dos médicos intensivistas à síndrome de burnout. Trata-se de um distúrbio caracterizado primordialmente pela exaustão emocional intensa, pelo distanciamento afetivo e pela sensação recorrente de baixa realização pessoal no exercício da profissão.

Durante uma coletiva de imprensa realizada para debater os dados, o diretor de Comunicação do CFM, Estevam Rivello, ressaltou as discrepâncias de pressão enfrentadas pelos profissionais nos setores público e privado. Segundo ele, o atendimento na rede pública costuma registrar níveis mais elevados de estresse devido à escassez de recursos terapêuticos e à multiplicidade de vínculos empregatícios com remunerações inferiores.

Os números detalhados do levantamento indicam que cerca de quatro em cada cinco médicos intensivistas necessitam de acompanhamento e cuidado com a saúde mental. Enquanto uma parcela expressiva apresenta desgaste moderado, o grupo com alto nível de esgotamento atinge quase metade da categoria avaliada, refletindo a pressão crônica do setor.

Especialistas apontam que essa situação decorre da carga horária excessiva, do contato ininterrupto com situações críticas e do enfrentamento constante da dor e da morte. Além disso, o estudo revelou índices preocupantes de despersonalização e insatisfação, reforçando a urgência de políticas públicas voltadas para a valorização e o suporte psicológico desses profissionais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano