Cuba iniciou o processo de restabelecimento do serviço de energia elétrica neste sábado, após enfrentar um novo apagão de proporções nacionais. Esta ocorrência marca a sétima interrupção generalizada do sistema elétrico na ilha ao longo do ano, ocorrendo em meio a um cenário de profunda crise econômica e energética, que tem sido agravada pelas rigorosas sanções impostas por Washington.
A população total de 9,4 milhões de habitantes ficou completamente desprovida de eletricidade logo após o meio-dia de sexta-feira. O colapso inicial foi motivado por uma falha nas linhas de transmissão, paralisando primeiramente as cinco províncias que compõem a região ocidental do país, incluindo a capital Havana, e posteriormente estendendo-se para as outras dez províncias do território cubano.
Avançando para o fim da tarde de sábado, a União Elétrica de Cuba comunicou que obteve êxito ao religar o Sistema Elétrico Nacional em 14 das 15 províncias do país. Apenas a província de Guantánamo, situada no extremo leste da ilha, permanecia totalmente desconectada da rede elétrica oficial até o momento da atualização dos dados.
Apesar da reconexão de grande parte do território, amplas áreas continuam sem o fornecimento regular devido à escassa disponibilidade de geração de energia. Em Havana, por exemplo, apenas 48% dos habitantes contavam com o serviço ativo na noite de sábado, relatando moradores locais breves períodos com luz seguidos por novos cortes abruptos.
O histórico recente aponta para recorrentes falhas na infraestrutura do país, cuja espinha dorsal é formada por sete usinas termelétricas antigas. A situação sofreu um agravamento expressivo com o bloqueio petrolífero e as sanções implementadas, dificultando o suprimento de combustível necessário para o funcionamento das usinas e dos geradores de reserva a diesel.
Enquanto as autoridades cubanas atribuem a responsabilidade pela crise energética à política externa de Washington, os Estados Unidos argumentam que os problemas decorrem fundamentalmente de falhas na gestão econômica interna do governo da ilha.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
