O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) firmou um contrato de opção de compra futura para adquirir uma participação de 4% no Iter, o instituto jurídico lançado pelo ministro do STF André Mendonça em novembro de 2023, após ele já integrar a Suprema Corte.
O documento foi descoberto em materiais apreendidos pela Polícia Federal durante operações de busca e apreensão direcionadas ao parlamentar e à advogada Valéria Linhares, medidas que foram autorizadas pelo ministro do STF Flávio Dino.
A ordem de operação contra o deputado e a advogada foi expedida por Dino em 14 de setembro, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de comercialização de influência junto a ministros de Tribunais Superiores.
Um mês antes da investida policial, agentes já haviam apreendido no aeroporto de Congonhas uma bagagem de mão contendo R$ 510 mil que era transportada por Valéria Linhares, namorada de Cezinha de Madureira.
De acordo com explicações fornecidas pela assessoria de André Mendonça, o parlamentar depositou o equivalente a 1% das ações como caução, correspondendo a R$ 19.353, enquanto os 3% restantes seriam adquiridos de outros sócios do instituto.
A mesma assessoria esclareceu que a efetivação da compra estava condicionada à saída do parlamentar da vida política, o que era previsto para ocorrer em 2027, momento em que ele já não exerceria mais o mandato de deputado federal.
Diante dos indícios levantados na investigação, o ministro Flávio Dino solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, que os atos jurídicos de Mendonça e seu encontro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sejam formalmente apurados.
Fonte: redir.folha.com.br
