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Morre Cláudia Silva Penna, autora da letra do hino de Pedregulho e educadora marcante

Professora Cláudia Silva Penna, autora da letra do hino de Pedregulho e figura marcante no magistério local, faleceu aos 64 anos, deixando um legado indelével na história do município paulista.

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Morre Cláudia Silva Penna, autora da letra do hino de Pedregulho e educadora marcante

A cidade de Pedregulho, localizada no interior paulista, despediu-se na última terça-feira (22) de uma de suas figuras mais emblemáticas. Cláudia Silva Penna, conhecida por ter composto a letra do hino municipal na juventude e por sua trajetória exemplar como educadora, faleceu deixando um legado profundo na história e na memória de gerações de moradores.

Em 1982, quando a prefeitura promoveu um concurso público para escolher o hino da cidade que completava 85 anos, Cláudia era uma universitária de 20 anos. Sua composição venceu a disputa e foi oficialmente adotada, tornando-se um símbolo máximo de identidade para o município. O então prefeito Antônio Sinício destacou na época a oportunidade histórica de eternizar o nome da jovem poetisa na terra onde nasceu.

Apesar de o mérito legislativo pertencer exclusivamente a ela, Cláudia sempre fez questão de dividir o reconhecimento com o pai, Zé Brechó, um poeta amador que cultivava a veia artística na família. Nascida em 17 de maio de 1962, ela também se destacou na juventude ao integrar a fanfarra local comandada por Paulinho Becker, onde atuou por anos como baliza.

Mais do que autora de versos cívicos, Cláudia construiu uma carreira sólida na educação. Aposentou-se em 2014 após quase três décadas dedicadas ao magistério na Escola Estadual José Vicente Machado Netto. Conhecida pelo domínio da língua portuguesa, ela inspirou o hábito da leitura em inúmeros jovens da comunidade com pouco mais de 15 mil habitantes.

Após deixar as salas de aula, passou a direcionar sua dedicação para a culinária caseira — famosa por sua feijoada e pelo tutu de milho — e para a pesca, outra de suas grandes paixões. Ela também manteve ao longo de décadas uma sólida parceria com o marido Carlos, carinhosamente chamado de Kula, com quem teve os filhos Flávia e Bruno.

Durante as despedidas fúnebres, amigos, familiares e colegas de profissão prestaram homenagens emocionadas, culminando com os presentes entoando o hino de Pedregulho. Uma das coroas de flores trazia justamente um dos versos mais marcantes de sua autoria: “Pedregulho eu te amo tanto, cidade onde nasci, teu cascalho será o meu manto, me tornando parte de ti”.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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