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Em carta a Rubio, parlamentares dos EUA manifestam preocupação com suposta interferência na democracia do Brasil

Um grupo de parlamentares americanos enviou carta ao secretário de Estado Marco Rubio exigindo que os EUA respeitem as eleições brasileiras e criticando medidas da gestão Trump.

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Um grupo formado por parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta formal ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, manifestando profunda preocupação com os sinais de interferência do país nas eleições do Brasil. No documento divulgado, os congressistas acusam a gestão do presidente Donald Trump de tentar pressionar diretamente as instituições brasileiras e colocar em risco a parceria estratégica de longa data entre as duas nações.

Na nota, o grupo de políticos americanos exige que o governo dos Estados Unidos assuma o compromisso público de reconhecer e aceitar integralmente o resultado das eleições marcadas para o mês de outubro no Brasil. A iniciativa busca frear o que consideram uma postura inadequada de ingerência estrangeira em um processo democrático soberano.

O documento conta com a assinatura de 30 deputados e um senador, que apontam que a administração de Donald Trump tem adotado medidas econômicas, diplomáticas e políticas hostis contra o Brasil desde o ano de 2025. Entre as ações criticadas, os parlamentares citam as duas edições do chamado tarifaço contra os produtos brasileiros, além de sanções impostas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outros membros da corte e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Outro ponto de destaque no texto é a condenação da classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Os autores condenam o uso de tarifas e sanções econômicas como instrumentos de retaliação e pressão sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, questionando os critérios probatórios e legais empregados para aplicar a Lei Global Magnitsky contra autoridades brasileiras.

Os parlamentares enfatizaram que as atitudes do governo Trump representam uma violação extraordinária da soberania nacional do Brasil e uma tentativa evidente de coagir as autoridades locais em relação a um processo judicial em andamento. Eles destacam ainda que a designação do PCC e do CV como grupos terroristas ocorreu logo após uma reunião entre o candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro e o presidente Donald Trump.

Por fim, a carta aborda episódios de atrito diplomático recente, como a negação de vistos a dois oficiais do Departamento de Estado pelo Itamaraty e a subsequente retaliação de Washington, que revogou o visto da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti. O documento encerra reforçando a necessidade de respeito mútuo e cooperação bilateral legítima.

Fonte: g1.globo.com

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