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Operação mira esquema que teria usado R$ 100 milhões na compra de distribuidora

A terceira fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Operação Crédito Oculto, investiga um esquema de lavagem de dinheiro na aquisição de uma grande distribuidora de combustíveis.

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Operação mira esquema que teria usado R$ 100 milhões na compra de distribuidora

A terceira fase da Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (24) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro usado na aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em 29 endereços ligados a 13 pessoas físicas e 24 empresas.

Batizada de Operação Crédito Oculto, a ação é conduzida pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), por meio do Gaeco, em conjunto com a Receita Federal, Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Militar e Polícia Civil. A operação também conta com o apoio dos Gaecos de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo.

Segundo a investigação, estruturas financeiras complexas teriam sido utilizadas para esconder a origem do dinheiro e os verdadeiros beneficiários envolvidos na compra da distribuidora. O esquema passaria por fintechs, fundos de investimento, banco, escritório de advocacia, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada para movimentar os recursos ilícitos.

Uma das frentes apuradas envolve uma usina sucroalcooleira do interior paulista. Conforme o MPSP, a titularidade formal da empresa estava distribuída entre fundos e companhias aparentemente independentes, mas os indícios apontam que a estrutura foi montada para ocultar quem exercia efetivamente o controle econômico do negócio.

A investigação detalha que R$ 100 milhões enviados pela organização criminosa chegaram às contas bancárias da usina. Antes disso, o montante teria passado, em poucos minutos, por contas de três empresas do grupo mantidas em fintechs, funcionando apenas como pontos de passagem até a chegada dos recursos.

Além disso, a análise financeira da Receita e do Ministério Público apontou que a instituição financeira participante da aquisição simulada movimentou aproximadamente R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025. Os trabalhos continuam para aprofundar as investigações sobre os operadores e os beneficiários finais do esquema.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano