A Repsol Sinopec manifestou preocupação em relação aos impactos que a possível instituição de um imposto sobre dividendos pode causar no ambiente de negócios brasileiro. Segundo a companhia, medidas tributárias dessa natureza afetam diretamente o planejamento de longo prazo exigido pela indústria de óleo e gás.
O setor energético é conhecido por demandar volumes massivos de capital e apresentar um horizonte de retorno estendido. Por essa razão, qualquer alteração nas regras de tributação sobre a distribuição de lucros aos acionistas é vista com cautela extrema pelos investidores estrangeiros e nacionais.
Representantes da petroleira destacam que a previsibilidade fiscal constitui um dos pilares fundamentais para a atração de novos aportes financeiros no país. A introdução de novos encargos pode alterar a equação econômica de projetos complexos de exploração e produção.
A discussão em torno da taxação de dividendos faz parte de debates mais amplos sobre a reforma tributária e a busca do governo por novas fontes de arrecadação fiscal. No entanto, o setor produtivo tem alertado reiteradamente sobre o risco de perda de competitividade frente a outros mercados internacionais.
Caso o cenário tributário se torne menos atrairente, empresas do setor podem reavaliar a alocação de recursos em projetos no Brasil, direcionando capital para jurisdições que ofereçam maior estabilidade regulatória e tributária.
A Repsol Sinopec reforça o compromisso com suas operações atuais no território brasileiro, mas aponta que a continuidade de ciclos futuros de investimentos robustos depende diretamente da manutenção de um ambiente econômico seguro e previsível.
Fonte: www.poder360.com.br
