As helicônias destacam-se no paisagismo tropical devido à sua folhagem vistosa e inflorescências exuberantes. O que muitos chamam de flores coloridas são, na verdade, brácteas — folhas modificadas que cumprem a função de proteger as verdadeiras flores, adaptadas especialmente para atrair e permitir a polinização por beija-flores.
O cultivo dessas plantas pode ser feito diretamente no solo ou em vasos, dependendo diretamente da espécie escolhida. Espécies de menor porte, como a Heliconia psittacorum ou a H. stricta anã, adaptam-se bem a recipientes com capacidade a partir de 40 litros. Em contrapartida, variedades gigantes, a exemplo da H. rostrata ou da H. bihai, demandam vasos com mais de 100 litros ou o plantio direto na terra.
No que diz respeito à iluminação, as helicônias exigem sol pleno ou meia-sombra, necessitando de pelo menos quatro horas de sol direto diariamente no caso das maiores. Como não se adaptam a ambientes internos, o ideal é mantê-las em varandas muito ensolaradas ou em jardins descobertos, protegidas de ventos fortes e geadas.
O controle da umidade é outro fator determinante. O substrato deve permanecer sempre levemente úmido, mas nunca encharcado. Plantas no solo podem ser regadas a cada três ou quatro dias, enquanto aquelas em vasos sob sol forte precisam de irrigação diária. Durante o inverno, os intervalos devem ser ampliados para evitar o apodrecimento do rizoma.
A adubação varia conforme o ciclo da planta e a estação do ano. Na primavera, recomenda-se o uso de NPK 10-10-10 para estimular o crescimento, migrando para o NPK 4-14-8 quando a floração estiver próxima. Composto orgânico, esterco curtido e húmus também são indicados, enquanto no outono e inverno a adubação deve ser totalmente suspensa.
Por fim, vale lembrar que cada haste da helicônia floresce apenas uma vez. Após a inflorescência secar, a recomendação da especialista é cortar a haste inteira rente à base com uma tesoura limpa, o que estimula novos brotos e evita fungos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
