Um homem de 39 anos, detido em flagrante por violência doméstica, protagonizou uma fuga inusitada na manhã de sábado na Central de Plantão Policial (CPP) de Florianópolis, em Santa Catarina. Ele conseguiu escapar da unidade policial após se espremer por um vão estreito entre as barras de ferro da cela onde estava custodiado.
Imagens capturadas pelas câmeras de segurança do local registraram toda a ação, que durou cerca de um minuto. O detido passou primeiramente os braços — que não estavam algemados —, em seguida a cabeça e, por fim, o restante do corpo pelas aberturas horizontais da grade da porta da cela.
Durante a manobra de fuga, a calça do indivíduo quase ficou presa no interior do compartimento, mas ele conseguiu puxá-la. Demonstrando tranquilidade, o homem ainda recolheu os próprios sapatos que estavam no chão da cela e deixou as dependências da delegacia caminhando pela porta da frente.
O suspeito havia sido preso horas antes no bairro Pantanal, após uma série de agressões em uma oficina mecânica. De acordo com o relato da companheira, de 49 anos, ele passou a madrugada ingerindo bebidas alcoólicas e insistiu em dirigir embriagado, desencadeando uma discussão que culminou em agressões físicas contra ela, contra a enteada de 20 anos e contra o namorado da jovem.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, a confusão ainda persistia. Os agentes relataram que o homem apresentava sinais evidentes de embriaguez, recusou ordens de parada e precisou ser contido com o uso de spray de pimenta antes de receber voz de prisão e ser encaminhado à CPP, situada no bairro Trindade.
Em nota oficial, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que, tão logo a evasão foi percebida, medidas de segurança interna foram acionadas e diligências foram iniciadas para localizar e recapturar o foragido. A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
A corporação acrescentou que a cela utilizada pelo suspeito foi interditada e passará por reformas estruturais para impedir novas ocorrências semelhantes, garantindo maior rigidez nos procedimentos de custódia. Até o encerramento dos registros, o paradeiro do homem permanecia desconhecido.
Fonte: tnonline.uol.com.br
