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Ausência de Lula em debate da Globo em 2006 é lembrada por aliados como um erro estratégico

Há 20 anos, a decisão de Luiz Inácio Lula da Silva de não participar do último debate do primeiro turno foi criticada por integrantes de sua campanha e aliados políticos.

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Ausência de Lula em debate da Globo em 2006 é lembrada por aliados como um erro estratégico

Há vinte anos, durante a disputa de sua primeira reeleição à Presidência da República, o atual cenário político enfrentou um momento de forte tensão nos bastidores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Integrantes do Partido dos Trabalhadores e aliados próximos consideraram um erro estratégico a decisão do então candidato de se ausentar do tradicional debate da TV Globo, realizado na reta final antes do primeiro turno daquele pleito.

A avaliação interna da época apontava que a ausência gerou uma repercussão negativa que acabou contribuindo para a migração de votos e empurrando a disputa eleitoral para o segundo turno. Ironizando o destino político, o adversário de Lula naquele segundo turno foi Geraldo Alckmin, que hoje ocupa o cargo de vice-presidente da República.

No evento de 2006, o espaço reservado para o petista permaneceu vazio no estúdio da emissora. Participaram daquele debate os candidatos Geraldo Alckmin, então filiado ao PSDB, Cristovam Buarque, representando o PDT, e Heloisa Helena, concorrendo pelo PSOL, enquanto a cadeira destinada ao titular do Executivo ficava às escuras.

As críticas à ausência vieram de nomes de peso da base governista e da própria coordenação de campanha. O então vice da chapa, José Alencar, manifestou publicamente sua discordância na época, afirmando que defendia a participação do candidato e que havia sido voto vencido na discussão estratégica que antecedeu o programa de televisão.

Outras lideranças políticas também externaram avaliações semelhantes sobre o episódio ao longo dos anos. O então governador do Piauí e atual ministro Wellington Dias, além de figuras como o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e ex-parlamentares, apontaram que a presença no debate teria funcionado como um importante instrumento de enfrentamento aos principais escândalos políticos daquele período.

Questionado posteriormente sobre eventuais arrependimentos em relação àquela decisão de campanha, Lula evitou reconhecer falhas na estratégia adotada. O petista argumentou na época que não possuía instrumentos de previsão para antecipar os desdobramentos políticos que sua ausência causaria no cenário eleitoral daquele ano.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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