A defesa comercial contra o avanço do aço chinês na América Latina tem sido caracterizada pela lentidão. A avaliação é de um especialista no tema, que aponta desafios estruturais e institucionais na região para conter a enxurrada do produto estrangeiro.
Segundo o professor ouvido sobre o assunto, enquanto outras regiões do globo adotam medidas rápidas e barreiras alfandegárias mais rígidas, os países latino-americanos frequentemente demoram a responder aos impactos causados pela concorrência considerada desleal.
O setor siderúrgico local tem pressionado governos por salvaguardas e sobretaxas, argumentando que a importação massiva de aço da China prejudica a indústria nacional, ameaça postos de trabalho e compromete a cadeia produtiva regional.
No entanto, os mecanismos burocráticos necessários para a abertura de investigações antidumping costumam ser longos e complexos. Isso gera uma lacuna temporal entre o início dos prejuízos para as empresas locais e a efetivação de qualquer proteção tarifária.
Especialistas alertam que a falta de agilidade pode causar danos irreversíveis a parques industriais inteiros na América Latina, tornando a região ainda mais dependente de insumos externos e vulnerável a flutuações geopolíticas e econômicas globais.
O debate sobre a melhor forma de equilibrar as relações comerciais com a potência asiática sem desproteger o mercado interno continua aberto, exigindo articulação mais eficiente entre os governos sul-americanos e o setor produtivo.
Fonte: www.poder360.com.br
