O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira, durante um evento de campanha realizado em Fortaleza, no Ceará, políticos que, em sua avaliação, demonstram submissão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Embora tenha feito duras críticas no palanque, o atual chefe do Executivo e candidato à reeleição pelo PT optou por não citar nominalmente o seu adversário político, o senador Flávio Bolsonaro, que também disputa a Presidência da República neste ano.
Ao centrar parte de seu discurso na defesa intransigente da soberania nacional, Lula ressaltou que o pleito eleitoral em andamento definirá se a nação continuará sendo independente ou se abrirá espaço para interferências de potências estrangeiras em decisões internas fundamentais.
Segundo o mandatário, a escolha colocada para a população brasileira resume-se a decidir se o país continuará sendo dono de seu próprio destino ou se permitirá que agentes externos influenciem a vida dos cidadãos. Na ocasião, o presidente questionou diretamente o eleitorado sobre o perfil de liderança que deseja ver no comando do país.
A fala ocorreu em meio a uma série de comparações feitas pelo presidente entre os resultados de suas gestões anteriores e a administração conduzida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de seu oponente no pleito. Para o petista, a soberania do país também passa diretamente pela forma como o Estado lida com seus recursos estratégicos e econômicos.
Nesse contexto, Lula relacionou a independência nacional à exploração de reservas de terras raras e minerais críticos, enfatizando que essas riquezas naturais precisam ser extraídas, transformadas e industrializadas integralmente em território brasileiro, gerando valor agregado para a economia nacional.
O tom adotado em Fortaleza alinha-se a discursos recentes do presidente sobre o cenário internacional e o processo eleitoral. Na semana anterior, durante sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Lula já havia declarado que o Brasil não aceitará tutelas externas e que a democracia brasileira pertence exclusivamente ao seu povo.
Fonte: g1.globo.com
