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Mulher que matou três filhos nos EUA retorna a tribunal enquanto defesa tenta barrar novo julgamento

Lindsay Clancy compareceu novamente a uma corte em Massachusetts nesta terça-feira, ao passo que seus advogados buscam impedir um novo julgamento pelas mortes de seus três filhos em 2023.

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Mulher que matou três filhos nos EUA retorna a tribunal enquanto defesa tenta barrar novo julgamento

Lindsay Clancy retornou ao tribunal nos Estados Unidos nesta terça-feira, enquanto sua equipe jurídica tenta evitar a realização de um novo julgamento. Os advogados pedem que um juiz declare a moradora de Massachusetts inocente das acusações de homicídio decorrentes da morte de seus três filhos, ocorrida no ano de 2023.

O juiz William Sullivan, atuando na comarca de Plymouth, em Massachusetts, assumiu a análise do caso após anular o julgamento inicial em 4 de setembro. Na ocasião, um impasse entre os 12 jurados impediu que o colegiado alcançasse um veredito unânime a respeito da condenação ou da inocência de Clancy sob o argumento de insanidade mental.

Até o momento, o gabinete do promotor público do condado de Plymouth, liderado por Timothy Cruz, não definiu publicamente os próximos passos sobre a possibilidade de submeter Clancy, de 36 anos, a um novo júri por acusações de assassinato em primeiro grau, crime que prevê a pena de prisão perpétua.

Durante o processo anterior, a defesa não contestou o fato de que Clancy estrangulou os três filhos utilizando faixas de exercício em 24 de janeiro de 2023, no subsolo da residência da família situada em Duxbury, na região metropolitana de Boston. Logo após o ato, ela feriu a si mesma com uma faca e atirou-se da janela do segundo andar em uma tentativa de suicídio que acabou por deixá-la paralisada.

O advogado de defesa Kevin Reddington argumentou perante o tribunal que a ré padecia de psicose pós-parto e não tinha plena consciência de que suas ações eram incorretas ao tirar a vida de Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses. Na audiência recente, o defensor reforçou a tese de ausência completa de provas de que ela agira com dolo consciente.

Integrantes do júri relataram posteriormente à imprensa que o grupo estava inclinado a absolver Clancy por insanidade, mas a decisão unânime foi frustrada pela posição contrária de um único jurado. Diante do cenário jurídico atual, o juiz Sullivan informou que examinará os pleitos da defesa em uma nova sessão agendada para o dia 2 de novembro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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