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Fux suspende decisão de Dino e restabelece restrições a publicações sobre Nossa Senhora

Ministro Luiz Fux determinou a suspensão da decisão de Flávio Dino que havia liberado postagens envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.

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Fux suspende decisão de Dino e restabelece restrições a publicações sobre Nossa Senhora

O ministro Luiz Fux, integrante do Supremo Tribunal Federal, determinou na noite de ontem a suspensão da decisão proferida por Flávio Dino, que havia autorizado a circulação de publicações associando o candidato Flávio Bolsonaro a debates sobre Nossa Senhora Aparecida.

Com essa nova medida cautelar, passa a vigorar novamente a determinação oriunda do Tribunal Superior Eleitoral. A ordem exige que as principais plataformas de redes sociais removam imediatamente conteúdos que aleguem que o político ou seus familiares planejam retirar da santa o título oficial de Padroeira do Brasil.

A fundamentação apresentada por Fux aponta que a intervenção anterior de Dino acabou interferindo diretamente em uma matéria que já tramitava sob a tutela específica da Justiça Eleitoral. O magistrado pontuou que o caso inicial já havia sido encaminhado para apreciação do plenário do TSE, seguindo os trâmites regulares previstos pela instituição.

A polêmica ganhou corpo após o próprio candidato vir a público negar as acusações, classificando-as como desinformação. Em vídeo divulgado no dia 24 de setembro, o político enfatizou seu respeito a todas as crenças religiosas, declarando-se cristão e evangélico, além de atribuir a propagação dos boatos a adversários políticos.

O imbróglio jurídico também envolveu medidas tomadas contra conteúdos publicados pelo comediante Antonio Tabet na plataforma X, resultando em ordens iniciais de exclusão emitidas por instâncias eleitorais antes de as decisões passarem por divergências entre ministros das cortes superiores.

Enquanto o processo segue gerando intensa repercussão nas redes sociais e debates acalorados sobre os limites entre liberdade de expressão e a atuação da Justiça Eleitoral, o caso aguarda agora uma análise definitiva pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Fonte: noticias.uol.com.br

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