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Preços de imóveis residenciais sobem 14,7% em 12 meses, mas desaceleram pela quinta vez seguida

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) apontou alta de 0,87% em agosto, mas a variação acumulada em 12 meses continua perdendo fôlego após picos registrados no início do ano.

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Preços de imóveis residenciais sobem 14,7% em 12 meses, mas desaceleram pela quinta vez seguida

Os preços dos imóveis residenciais apresentaram alta no mês de agosto, embora o comportamento do mercado indique uma perda gradual de ritmo em comparação ao início de 2026. Conforme os dados revelados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou um acréscimo de 0,87% em agosto, superando o resultado de 0,61% visto em julho.

Apesar da alta mensal, o cenário de longo prazo aponta para uma desaceleração contínua. A valorização acumulada em 12 meses recuou pelo quinto mês consecutivo, atingindo o patamar de 14,73%. Cabe destacar que, em março deste ano, o mesmo indicador acumulava um salto expressivo de quase 20% na mesma base de comparação temporal.

Mesmo com a retração no ritmo de alta, a Abecip ressalta que os preços dos imóveis seguem superando amplamente a inflação oficial, que marcou 4,22% no mesmo período analisado. Além disso, a valorização imobiliária superou o avanço dos contratos de aluguel residencial, medidos pelo Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) da FGV, que acumulou alta de 5,09% em 12 meses.

A entidade pontua que a dinâmica de preços de venda não decorre apenas dos custos das construtoras e incorporadoras. Fatores como a oferta disponível no mercado, o nível de demanda, as condições de acesso ao crédito imobiliário e as especificidades regionais de cada praça exercem forte influência na formação final dos valores cobrados.

No acumulado entre janeiro e agosto, o IGMI-R marcou 6,56%. Embora o índice fique abaixo dos 10,19% obtidos no mesmo intervalo de 2025 e dos 9% de 2024, ele ainda supera as taxas registradas entre os anos de 2016 e 2019, assim como o desempenho de 2023.

O comportamento do mercado imobiliário brasileiro não se mostra homogêneo entre as capitais monitoradas. Recife e Porto Alegre despontam com taxas de valorização muito acima da média nacional, enquanto Fortaleza se posiciona na ponta oposta com desempenhos distintos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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