O Partido dos Trabalhadores buscou explorar intensamente em redes sociais uma reportagem publicada pelo site PlatôBR, que aponta o envolvimento do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em supostas festas com garotas de programa, além de relatar uma suposta chantagem por parte de um ex-sócio e o recebimento de um relógio Rolex de alto valor em 2022.
A ofensiva digital do partido incluiu publicações no perfil oficial da sigla na plataforma X, citando supostas irregularidades e gastos bancados por empresários e lobistas. Nomes da alta cúpula governista, como o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, também endossaram a repercussão do tema publicamente.
Durante agenda de campanha realizada em uma academia de jiu-jitsu na cidade de São Paulo, o parlamentar foi diretamente questionado por jornalistas acerca das mensagens divulgadas pelo portal de notícias, mas optou por não prestar esclarecimentos. A equipe de comunicação da campanha também foi contatada, porém preferiu não se manifestar sobre o caso.
Conforme as informações veiculadas pela reportagem original, o empresário Alexandre Santini, que manteve sociedade com o senador em uma franquia de chocolates investigada no âmbito do caso das ‘rachadinhas’, teria armazenado registros de conversas e ameaçado expor imagens das festas. Santini também alegava possuir documentos sobre o presente recebido de um advogado lobista.
O material divulgado pelo PlatôBR menciona ainda trocas de mensagens nas quais o ex-sócio acusa o candidato do PL de interlocução direta com o ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques em favor de interesses particulares. Questionado pela imprensa, o magistrado declarou que atende parlamentares de diversas correntes políticas como praxe de seu gabinete, sem prejuízo à isenção judicial.
Historicamente, Flávio Bolsonaro e Alexandre Santini foram alvos de investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro relacionadas à lavagem de dinheiro no esquema de devolução de salários de assessores da Assembleia Legislativa fluminense. O processo, contudo, sofreu anulações em instâncias superiores devido a questões de foro especial e nulidade de relatórios do Coaf.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
