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Ex-gestor do BC relata à PF reuniões em residência de Daniel Vorcaro em São Paulo e Brasília

Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do Banco Central, afirmou à Polícia Federal ter se encontrado com o empresário Daniel Vorcaro em endereços residenciais de São Paulo e Brasília para tratar de pautas institucionais.

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Ex-gestor do BC relata à PF reuniões em residência de Daniel Vorcaro em São Paulo e Brasília

O ex-chefe de Supervisão Bancária do Banco Central Belline Santana informou à Polícia Federal ter se reunido com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em diversas ocasiões na residência do ex-banqueiro em São Paulo e em Brasília. O depoimento ocorreu no final de agosto de 2026 e trouxe novos elementos para as apurações em curso sobre a relação entre agentes públicos e a instituição financeira regulada.

Segundo o relato prestado às autoridades, os encontros totalizaram três visitas na capital paulista e duas na capital federal. Em algumas das reuniões, Belline compareceu acompanhado por Paulo Sérgio Neves de Souza, que atuou como diretor do BC e assumiu a chefia-adjunta do departamento de Supervisão Bancária em 2023. O ex-gestor justificou que os encontros possuíam cunho institucional, voltados ao debate de cenários e modelos de negócios.

A investigação aponta que a prática de realizar reuniões com regulados em endereços particulares diverge dos padrões habituais de conduta do serviço público. Servidores da autarquia e especialistas em governança destacaram que compromissos oficiais devem constar nas agendas públicas e ocorrer preferencialmente nas instalações institucionais. O Banco Central optou por não se manifestar sobre os encontros citados no depoimento.

Por sua vez, a defesa de Paulo Sérgio confirmou a ocorrência de reuniões em um imóvel utilizado pelo Banco Master em Brasília, argumentando que o local funcionava como representação comercial e contava com estrutura de atendimento e salas de reuniões. Daniel Vorcaro também prestou depoimento à Polícia Federal e confirmou os encontros, ressaltando que as pautas versavam sobre a liquidez e os ajustes exigidos pela supervisão bancária.

O caso também envolve apurações sobre repasses financeiros e contratos ligados a um projeto social que, segundo investigações internas do Banco Central, teriam sido simulados para ocultar pagamentos indevidos. A defesa dos investigados tem sustentado a legalidade dos atos e a cooperação com a Justiça para o esclarecimento dos fatos investigados pelas autoridades competentes.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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