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Projeção de superávit comercial para 2026 é revisada para baixo e fica em US$ 84,4 bilhões

A retração nas expectativas para as cotações do petróleo levou o governo a diminuir a projeção do superávit da balança comercial brasileira de 2026.

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Projeção de superávit comercial para 2026 é revisada para baixo e fica em US$ 84,4 bilhões

O governo federal ajustou para baixo a estimativa do superávit da balança comercial brasileira para o ano de 2026, passando de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. A alteração decorre, sobretudo, da retração nas projeções relativas ao preço do petróleo no mercado internacional.

Apesar da redução na estimativa anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o montante ainda simboliza uma expansão de 24% em comparação ao saldo positivo obtido ao longo de 2025. No mês de setembro, o país contabilizou um resultado favorável de US$ 7,74 bilhões, superando em mais do dobro o valor apurado no mesmo período do ano anterior.

A revisão das projeções para o decorrer de 2026 reflete o comportamento dos preços do petróleo. O barril alcançou a marca de US$ 138 em abril, impulsionado pelo envolvimento dos Estados Unidos no conflito com o Irã, mas apresentou desvalorização subsequente. Atualmente, a cotação do tipo Brent oscila na faixa de US$ 100.

Essa oscilação repercute tanto nas transações de exportação quanto nas de importação do Brasil, visto que o território nacional comercializa petróleo bruto com o mercado externo ao mesmo tempo em que adquire derivados. Com a nova matriz de cálculo do Mdic, as vendas externas foram redimensionadas para US$ 382,5 bilhões, enquanto as compras somam US$ 298,1 bilhões.

Mesmo com o recuo, o desempenho projetado para as exportações indica um crescimento de 9,8% em relação a 2025, ao passo que as importações devem avançar 6,4%. Caso os números se confirmem, o superávit de 2026 constituirá o segundo maior patamar da série histórica nacional, ficando atrás apenas do recorde de 2023, que registrou US$ 98,9 bilhões.

Para cumprir a meta estipulada pelo governo neste último trimestre, o Brasil precisará acumular um saldo positivo aproximado de US$ 22 bilhões entre os meses de outubro e dezembro. Autoridades da pasta econômica apontam que os indicadores correntes demonstram estabilidade e proximidade com as expectativas traçadas para o encerramento do ciclo anual.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano