Circula pelas redes sociais uma série de publicações desinformativas afirmando que a campanha de Flávio Bolsonaro planeja implementar novas reformas trabalhistas e previdenciárias drásticas. Entre as medidas falsamente atribuídas ao plano estão o fim do décimo terceiro salário, a extinção do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além da elevação da idade mínima para aposentadoria para 75 anos no caso dos homens e 72 anos para as mulheres, acompanhadas por uma jornada de trabalho diária de doze horas.
Contudo, uma verificação a respeito do conteúdo mostra que tais propostas são falsas e não constam no plano oficial de governo do candidato. De acordo com o documento divulgado posteriormente pela campanha, a diretriz oficial é manter programas sociais já vigentes, promover a redução gradual do custo do trabalho sem suprimir direitos consolidados e intensificar o combate a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A origem da distorção remonta a declarações dadas pelo coordenador de campanha, Rogério Marinho, em entrevista concedida no início do ano. Na ocasião, Marinho ponderou que o modelo atual exige revisões e que tanto a reforma da Previdência quanto a trabalhista deveriam ser reanalisadas, mencionando que a legislação de 2017 sofreu impactos de decisões judiciais e precisa acompanhar inovações tecnológicas e novas modalidades de emprego. No entanto, nenhuma medida drástica ou detalhada foi anunciada na entrevista.
Pesquisas em veículos de imprensa e registros oficiais demonstram que as propostas catastróficas que circulam na internet nunca foram anunciadas ou registradas pelo noticiário profissional. Caso fossem verdadeiras, medidas de tal magnitude teriam amplo destaque na mídia nacional.
O episódio se soma a outras frentes de desinformação voltadas a questões trabalhistas no atual período eleitoral. Recentemente, plataformas de checagem já haviam desmentido conteúdos manipulados por inteligência artificial que simulavam críticas de Flávio Bolsonaro aos direitos dos trabalhadores.
O material falso tem alcançado forte viralização em redes sociais como o X, acumulando centenas de milhares de visualizações, além de circular amplamente em plataformas como Threads, Facebook e Instagram, o que reforça a necessidade de cautela por parte dos eleitores diante de conteúdos não verificados.
Fonte: noticias.uol.com.br
