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Dólar volta a superar R$ 5 impulsionado por cenário externo e ajuste pós-eleitoral

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,016, enquanto o Ibovespa registrou queda de 0,74%, acompanhando o movimento negativo das praças internacionais.

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Dólar volta a superar R$ 5 impulsionado por cenário externo e ajuste pós-eleitoral

O mercado financeiro brasileiro passou por uma sessão de correção nesta quarta-feira (7), refletindo um movimento de ajuste após o forte rali de queda do dólar e alta da bolsa verificado logo após o primeiro turno das eleições. Com essa movimentação, a moeda norte-americana voltou a ultrapassar a barreira de R$ 5, enquanto o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, apresentou recuo de 0,74%, fechando a sessão na casa dos 204 mil pontos.

No cenário internacional, o ambiente foi desfavorável, com a retração das bolsas de valores, a manutenção de taxas elevadas para os títulos do Tesouro dos Estados Unidos (os Treasuries) e a permanência do petróleo em patamares acima de US$ 100 por barril. Esses fatores externos impactaram diretamente o fluxo de investimentos em economias emergentes.

O dólar à vista terminou o dia negociado em alta de 0,83%, cotado a R$ 5,016, tendo alcançado o pico de R$ 5,017 na reta final das operações. Na véspera, a divisa havia atingido o seu menor patamar em quase cinco meses. O resultado interrompeu uma sequência de duas quedas consecutivas, período em que acumulou retração de 4,65%, embora ainda mantenha baixa acumulada na semana.

Em paralelo, o desempenho da bolsa brasileira acompanhou a cautela externa. O Ibovespa encerrou o pregão aos 204.302,33 pontos, registrando volume financeiro expressivo de R$ 57,2 bilhões antes dos ajustes. Mesmo com a baixa do dia, o índice acumula ganhos consistentes tanto no mês quanto no acumulado de 2026, sustentado pelo otimismo inicial pós-eleitoral.

As praças acionárias norte-americanas também encerraram no campo negativo, a exemplo do índice S&P 500, que recuou 0,22%. No mercado de commodities, o petróleo do tipo Brent para dezembro seguiu cotado acima de US$ 100, impulsionado por novas apreensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio.

Por fim, os investidores repercutiram a ata da mais recente reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. O documento revelou divergências entre as autoridades monetárias sobre os rumos da taxa básica de juros e confirmou que o combate à inflação segue como prioridade absoluta na condução da política econômica norte-americana.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano