A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reeleita no último domingo (4), afirmou categoricamente que não declarará apoio a nenhum dos candidatos à Presidência da República no segundo turno. A declaração foi feita durante entrevista concedida no Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual, no Recife.
Aos 47 anos, a chefe do Executivo pernambucano relatou ter sido contatada tanto pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto pela de Flávio Bolsonaro (PL) para sondar seu posicionamento na disputa nacional, além de ter recebido um telefonema direto do próprio presidente petista. Segundo ela, a decisão de se manter neutra na corrida presidencial preserva a mesma coerência adotada desde o pleito de 2022.
No primeiro turno das eleições deste ano, Raquel Lyra superou o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), apoiado por Lula, obtendo 53,3% dos votos válidos contra 44,8% do adversário. Questionada sobre o desempenho de sua legenda, o PSD, a governadora destacou o fortalecimento do partido em âmbito estadual, onde formou a maior base da história de Pernambuco com dezenas de prefeitos e parlamentares eleitos.
Sobre o cenário nacional marcado por forte polarização política, a governadora avaliou que o próximo mandato presidencial exigirá um esforço genuíno de pacificação. Ela criticou o foco do debate público em discussões sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ressaltando que a Constituição Federal estabelece os devidos processos legais para lidar com quaisquer irregularidades sem que se coloque em xeque a preservação das instituições democráticas.
Reiterando sua gratidão pelas parcerias administrativas firmadas com o governo federal para a execução de obras estruturantes em Pernambuco, Raquel Lyra enfatizou que sua prioridade absoluta é o interesse da população pernambucana. Para ela, independentemente de quem vença o pleito nacional, sua gestão continuará focada em construir pontes e garantir entregas para o estado.
Por fim, a governadora também pontuou os desafios enfrentados por mulheres na política, relatando ter sofrido episódios de violência política ao longo de sua trajetória e mandatos. Como a única mulher eleita governadora no primeiro turno das eleições, Raquel afirmou o desejo de abrir caminhos e servir de voz para a inserção feminina nos espaços de poder.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
