O economista Adolfo Sachsida, integrante da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, afirmou que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras não seriam privatizadas em caso de vitória nas urnas do segundo turno.
Flávio Bolsonaro concorre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto, cujo segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro. A equipe econômica do candidato tem perfil liberal e histórico de defesa de privatizações de estatais.
Em declaração publicada em uma rede social, Sachsida buscou tranquilizar os funcionários das instituições financeiras e da petroleira. ‘Se você está ouvindo esse vídeo e é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada’, declarou.
O economista também elogiou os trabalhadores das companhias e prometeu melhorias na administração. ‘Nós respeitamos demais a história de vocês. Nosso governo vai fortalecer a gestão das estatais, e elas vão voltar a dar lucro e respeitar o povo brasileiro’, prosseguiu.
A posição difere da diretriz adotada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2020, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu publicamente a venda do Banco do Brasil e, em 2021, também se posicionou a favor da privatização da Petrobras.
Sachsida, que integrou a equipe de Guedes no Ministério da Economia e foi ministro de Minas e Energia, não mencionou os Correios em sua mensagem recente. A estatal de entregas registra rombos sucessivos e aportes governamentais, fazendo parte do antigo programa de desestatização que acabou não sendo concretizado.
Além das estatais, Sachsida abordou temas como ajuste fiscal e funcionalismo público. Ele garantiu respeito aos servidores, mas indicou que a futura gestão pretende cortar os chamados supersalários e reduzir o atual total de 39 ministérios.
‘Com todo respeito, não faz sentido um funcionário público ganhar R$ 200 mil por mês. Isso não é salário de funcionário público, é salário de quem está no setor privado’, afirmou o ex-ministro, reforçando que o foco do ajuste fiscal serão os excessos.
Por fim, o representante da campanha garantiu a manutenção e o aprimoramento dos benefícios vigentes. ‘Se você recebe o Bolsa Família, o BPC, vamos respeitar e muito você e sua família, e vamos fortalecer esses programas todos’, concluiu.
Fonte: g1.globo.com
