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Flávio Bolsonaro vence em 9 de cada 10 cidades mais afetadas por tarifaço dos EUA

Levantamento mostra que o candidato do PL à Presidência superou o presidente Lula na grande maioria dos municípios brasileiros cujas exportações foram mais atingidas pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

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Flávio Bolsonaro vence em 9 de cada 10 cidades mais afetadas por tarifaço dos EUA

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, obteve desempenho expressivo nas urnas ao ficar à frente do atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ampla maioria dos municípios brasileiros mais duramente afetados pelo chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos do Brasil.

Um levantamento exclusivo mapeou as cidades cujas exportações enfrentam maior impacto das sanções comerciais anunciadas pela gestão de Donald Trump. O estudo cruzou dados de exportação de 2025 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços com a lista oficial de mercadorias taxadas pelo governo norte-americano.

O panorama revelou que, dos 100 municípios com maior volume de comércio sujeito às novas tarifas, Flávio Bolsonaro sagrou-se vitorioso em 92 localidades, enquanto Lula liderou em apenas 8. Em âmbito nacional, considerando todas as cidades do país, o senador registrou maioria em 52% dos municípios, contra 48% do adversário petista.

A maior parte desses centros econômicos impactados já demonstrava forte alinhamento com o bolsonarismo no pleito anterior de 2022. É o caso emblemático de Piracicaba, município paulista referência em máquinas e equipamentos que lidera o ranking de perdas potenciais com as barreiras alfandegárias americanas.

Apesar da predominância histórica do conservadorismo nessas regiões, o pleito também registrou inversões de voto em oito municípios que anteriormente haviam escolhido o candidato do PT. Cidades como Ouro Branco (MG), Ribeirão Pires (SP) e Bituruna (PR) figuram entre as que mudaram de lado, mesmo lidando com perdas severas em setores estratégicos como siderurgia, munições e madeiras.

Especialistas ouvidos apontam que a estratégia da campanha petista de tentar vincular a imagem de Flávio Bolsonaro ao tarifaço americano — cunhando termos políticos e explorando a proximidade da família com o entorno de Trump — pode não ter surtido o efeito esperado. Para analistas, o discurso centrado na defesa da soberania econômica acabou não ressoando com a realidade imediata do eleitorado de base nessas economias locais exportadoras.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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