
A defesa do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa protocolou na 8ª Vara Criminal de Campo Grande um pedido de revogação da prisão preventiva. Os advogados sustentam que, após o cumprimento de buscas, apreensões e o oferecimento da denúncia, o investigado não oferece mais risco às apurações da Operação Infiltrados.
Preso desde setembro e mantido em uma cela da Garras em Campo Grande, o delegado é acusado de integrar organização criminosa, além de responder por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, desvio de recursos públicos e embaraço à investigação. A petição com pedido de urgência foi protocolada e aguarda análise da Justiça.
Medidas cautelares alternativas
Para viabilizar a soltura, a defesa propõe a imposição de diversas restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e a entrega de passaporte. Os advogados também sugerem a suspensão da função policial, o bloqueio de acesso a sistemas como Sigo, Córtex e Infoseg, e a entrega de armas, munições, carteira funcional, distintivo e credenciais.
Segundo os defensores José Roberto Rodrigues da Rosa e João Pedro da Silva Fialho, as diligências realizadas pela polícia recolheram documentos e equipamentos eletrônicos, alterando o cenário que motivou a prisão preventiva em 14 de setembro. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul já apresentou a denúncia e o caso segue em tramitação.
