
A corrida pela presidência do Senado Federal para o próximo ano tem sido influenciada por debates sobre propostas de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e pela anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Nesse cenário, a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) busca viabilizar seu nome para se tornar a primeira mulher a liderar a Casa legislativa.
Desafios e articulações na corrida pelo comando
Apesar de ser a única entre os principais pretendentes em campanha aberta, Tereza Cristina encontra obstáculos na resistência do PL em abrir mão do comando da instituição. Com 29 senadores, o partido detém a maior bancada e exige vantagens políticas para negociar espaço. Analistas apontam que a atuação da parlamentar, filiada a uma legenda de perfil pragmático do Centrão, esbarra no poder de barganha de concorrentes.
Enquanto isso, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) surge como favorito na disputa, contando com o apoio do Palácio do Planalto e acenando com um entendimento político nacional. Por sua vez, o senador Rogério Marinho (PL-RN) também é cotado pelo clã Bolsonaro, embora mantenha incertezas sobre sua participação efetiva no pleito. A definição final do comando do Senado dependerá de negociações entre partidos e do voto secreto dos 81 parlamentares em fevereiro.
