O rio Tietê transbordou em quatro pontos distintos na Grande São Paulo em decorrência de dias seguidos de fortes precipitações que atingem a região metropolitana. Órgãos de segurança e monitoramento, como a Defesa Civil e a SP Águas, seguem acompanhando de perto a evolução dos níveis das águas nos locais afetados.
Na capital paulista, o extravasamento foi registrado em dois pontos do extremo leste, na área do Jardim Pantanal. No Jardim Helena, a medição do rio alcançou 729,8 metros, ficando cerca de 0,71 metro acima da cota regular, conforme dados apurados na manhã de domingo. Já no trecho do Itaim Biacica, o volume subiu 0,91 metro acima da cota normal, atingindo 731,4 metros.
Apesar da situação crítica, a Defesa Civil informou que a tendência para os próximos momentos é de redução gradual do nível nesses locais. No entanto, moradores de ruas vizinhas ao leito do rio enfrentam problemas decorrentes de alagamentos que persistem desde a madrugada do dia anterior, afetando a rotina e o trânsito da região.
Fora da capital, o município de Itaquaquecetuba também sofreu com o transbordamento, com o rio alcançando 732,6 metros, o equivalente a 0,41 metro acima da cota de alerta. Em Mogi das Cruzes, na mesma região metropolitana, o nível chegou a 736,1 metros, superando em 0,02 metro o limite estipulado. Enquanto isso, a Barragem da Penha Montante, situada em Guarulhos, permanece em estado de atenção, mas ainda sem registro de transbordo.
As previsões meteorológicas indicam um cenário de alerta para chuvas persistentes em diversas regiões do estado paulista, impulsionadas por frentes de umidade oriundas da Amazônia e do oceano Atlântico. Os maiores acumulados de água são esperados para a Baixada Santista e o Litoral Norte, onde os volumes podem se aproximar de 150 milímetros. Na Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Itapeva e Registro, o volume previsto pode chegar a 100 milímetros.
Diante do quadro adverso, a Defesa Civil do Estado emitiu mensagens de alerta preventivo por SMS para os municípios litorâneos, recomendando cautela redobrada e a suspensão temporária de atividades náuticas devido às rajadas de vento e à forte agitação marítima. A população das áreas de risco é orientada a acompanhar os boletins oficiais, evitar transitar por vias alagadas e buscar abrigo seguro em caso de necessidade.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
