A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de forma expressiva as alternativas de medicamentos injetáveis voltados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade ao longo de 2026. O movimento de expansão do mercado foi impulsionado sobretudo pela queda da patente do Ozempic, fármaco à base de semaglutida desenvolvido pela Novo Nordisk, que ocorreu em março e abriu espaço para novos registros de genéricos e similares.
No total, foram 12 novas canetas emagrecedoras aprovadas no país neste ano, sendo dez versões baseadas em semaglutida e duas em liraglutida. Especialistas ressaltam, contudo, que a multiplicação de marcas e laboratórios não torna os produtos automaticamente intercambiáveis, exigindo rigorosa avaliação médica individualizada para determinar a melhor conduta terapêutica.
Segundo especialistas da área médica, a escolha do fármaco ideal deve levar em conta o diagnóstico preciso, a necessidade de redução ponderal, a presença de comorbidades como doenças cardíacas ou hepáticas, a tolerabilidade aos efeitos colaterais e a viabilidade financeira do paciente para manter o tratamento de forma contínua, visto que se tratam de condições crônicas.
As substâncias dessa classe farmacológica atuam diretamente sobre o sistema gastrointestinal e o sistema nervoso central, o que pode desencadear eventos adversos como náuseas, refluxo, dores abdominais e constipação. Esses fatores influenciam diretamente a adesão ao tratamento e eventuais transições entre diferentes princípios ativos indicados pelos médicos.
Entre as principais inovações com semaglutida após o fim da exclusividade da Novo Nordisk destacam-se aprovações como a do Ozivy, da EMS, e de outros similares e genéricos que diversificaram as prateleiras das farmácias brasileiras. Os preços de lançamento e as projeções para genéricos buscam ampliar o acesso à população, embora parte dos produtos ainda dependa da definição de valores pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Paralelamente, a Anvisa também aprovou novas opções baseadas em liraglutida, como os genéricos produzidos pela EMS. Diferente da semaglutida e da tirzepatida, que costumam exigir administrações semanais, a liraglutida demanda aplicações diárias, fator que impacta a preferência clínica e a rotina dos pacientes no combate à obesidade e ao diabetes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
