Faleceu nesta segunda-feira (14), o multiartista Jorge Barros de Oliveira, aos 63 anos. A morte foi comunicada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), que destacou a trajetória de mais de quatro décadas do ator, bonequeiro, artesão e arte-educador no Estado. A causa do falecimento não foi divulgada pelas autoridades competentes até o momento.
Nascido em 20 de março de 1963, Jorge construiu uma carreira marcante em diferentes frentes da produção cultural sul-mato-grossense. Ele integrou o histórico Grupo Ipurinã, participou de diversas montagens teatrais e, de acordo com a Fundação de Cultura, entrou para a história ao ser o primeiro ator a interpretar o renomado poeta Manoel de Barros nos palcos teatrais.
Além da atuação, o multiartista dedicou grande parte da sua vida à criação de bonecos, esculturas e adereços que buscavam inspiração direta nas paisagens, nas tradições e nas identidades culturais de Mato Grosso do Sul. Esse trabalho autoral e expressivo marcou presença em exposições e festivais de teatro de bonecos realizados na Capital e em outras regiões.
Ao longo de sua trajetória, Jorge Barros também exerceu forte papel na pedagogia das artes, ministrando oficinas voltadas à formação de novas gerações de artistas locais. Em 2015, o artista ganhou notoriedade ao protestar durante uma sessão na Câmara Municipal de Campo Grande, na qual rasgou uma homenagem recebida pelo Dia do Artista Regional como forma de contestar a falta de diálogo com a prefeitura e os atrasos em editais culturais.
Mais recentemente, em abril de 2025, o criador expandiu sua atuação para o audiovisual ao lançar seu primeiro curta-metragem como diretor e roteirista. Intitulado “A Jornada de Lila”, o filme estreou na Praça Ary Coelho abordando temas como inclusão, acessibilidade e barreiras sociais, contando com personagens esculpidos artesanalmente pelo próprio artista em espuma.
Em nota oficial, a Fundação de Cultura lamentou a perda e pontuou que Jorge deixa um legado profundo ligado à criatividade, à resistência artística e à difusão da cultura regional. Até o fechamento desta reportagem, informações referentes ao velório e ao sepultamento do artista não haviam sido tornadas públicas.
Fonte: www.campograndenews.com.br
