A frente fria responsável por severas tempestades no Paraná e em São Paulo, que deixou um rastro de estragos e transtornos nos últimos dias, iniciou um deslocamento em direção ao Rio de Janeiro e ao sul de Minas Gerais. Com essa movimentação, o volume de precipitação começa a diminuir de forma significativa nas regiões paulistas mais castigadas recentemente.
Apesar da trégua gradual, a situação ainda exige cautela em locais como o Vale do Ribeira, no sul do estado. Naquela região, os rios permanecem muito acima dos níveis normais, provocando alagamentos em vastas áreas urbanas. Por conta disso, equipes da Defesa Civil estadual continuam mobilizadas em operações de resgate de moradores desalojados e no fornecimento de mantimentos para pessoas que seguem ilhadas.
A previsão da Climatempo traz alívio para o Vale do Ribeira nesta terça-feira (15), uma vez que não há expectativa de chuvas volumosas para a localidade. O instituto aponta que o sol deve aparecer entre nuvens, permitindo que as temperaturas alcancem a marca dos 22°C ao longo do dia.
Em contrapartida, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destaca que o nordeste e o leste paulista ainda devem registrar acumulados moderados de precipitação. Essas áreas estão sob alerta amarelo de perigo potencial para tempestades, com previsão de chuvas intensas acompanhadas de rajadas de vento e raios, além de risco para quedas de galhos de árvores e pequenos transtornos.
Na capital paulista, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) indica um cenário de muitas nuvens, com registro de garoa na madrugada e previsão de chuvas fracas e isoladas para o período da tarde. O fenômeno é alimentado por ventos marítimos que trazem umidade e ar frio, mantendo os termômetros oscilando entre 13°C e 18°C.
Para a quarta-feira (16), o sistema de instabilidade estará completamente afastado do território paulista. Contudo, a circulação de ventos vindos do mar ainda manterá condições para chuvas fracas e persistentes na faixa leste, exigindo atenção contínua da população devido ao solo encharcado e ao risco residual de deslizamentos em áreas vulneráveis.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
