O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo que o arco monumental que planeja construir nas proximidades do Cemitério Nacional de Arlington, em Washington, terá dupla função. Além de servir como marco comemorativo, o monumento atuará como um complexo militar estratégico voltado para a operação de drones e o posicionamento de atiradores de elite.
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de projetos idealizados pelo mandatário com o objetivo de transformar visualmente e estruturalmente a capital norte-americana. As propostas de remodelação urbana têm provocado reações contrárias por parte de preservacionistas e de outros setores da sociedade, que apontam o risco de descaracterização de marcos históricos tradicionais da cidade.
Por meio de publicações em redes sociais, Trump justificou que a modificação no projeto original ocorreu por solicitação direta e veemente das Forças Armadas do país. Segundo o relato, a estrutura de aproximadamente 76 metros de altura passará a abrigar equipamentos táticos avançados e grandes reservas de munição.
Conforme os detalhes divulgados, a instalação contará com capacidade para armazenar e acionar rapidamente um contingente expressivo de veículos aéreos não tripulados. Além disso, o telhado e a praça adjacente foram projetados para acomodar equipes de franco-atiradores prontos para atuação imediata.
Especialistas da área de segurança, contudo, demonstraram ceticismo em relação à utilidade militar do plano. Analistas de centros de estudos estratégicos apontam que a base militar de Fort Myer já opera nas imediações, a uma distância de apenas 1,6 quilômetro, dispondo de ampla infraestrutura consolidada.
Diante disso, especialistas questionam a real necessidade logística de alocar armamentos pesados e munição em um monumento público. Até o momento, a administração federal não apresentou justificativas detalhadas sobre os motivos operacionais que tornariam o novo complexo indispensável para a defesa da capital.
Fonte: noticias.uol.com.br
