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Caetano Vilela honra ópera ‘Don Carlo’ com luzes e vozes soberbas

Montagem da ópera 'Don Carlo', de Giuseppe Verdi, sob a direção cênica e iluminação de Caetano Vilela, destaca-se no Theatro Municipal de São Paulo pelas atuações vocais e escolhas estéticas refinadas.

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Caetano Vilela honra ópera ‘Don Carlo’ com luzes e vozes soberbas

A obra-prima ‘Don Carlo’, criada por Giuseppe Verdi durante o período maduro de sua trajetória artística, encontra-se em exibição no Theatro Municipal de São Paulo. A concepção visual, que abrange tanto a direção cênica quanto o projeto de iluminação, leva a assinatura de Caetano Vilela, enquanto a execução musical fica a cargo da Orquestra Sinfônica Municipal e do Coro Lírico, sob a regência do maestro Roberto Minczuk.

Valendo-se de uma estrutura sóbria em termos de elementos cênicos e de um manejo exemplar da iluminação, Vilela enfatiza os contrastes entre os cenários que compõem os cinco atos do enredo. Entre os locais retratados estão a floresta de Fontainebleau, o túmulo imperial no Mosteiro de San Yuste, uma praça pública em Madri destinada a execuções e os aposentos internos do palácio real.

O grande diferencial da montagem recai sobre a precisão na escolha do elenco, evidenciando o rigor técnico na adequação entre intérpretes e personagens. O tenor paraense Atalla Ayan assume o papel-título com segurança sonora, transmitindo com eficácia a juventude e a impetuosidade inerentes a Don Carlo.

A temporada também marca a estreia da soprano norte-americana Ailyn Pérez nos palcos brasileiros no papel de Elisabetta di Valois. Sua performance foi marcada por emissão vocal cristalina, expressividade precisa e um domínio técnico minucioso no fraseado.

Entre os destaques vocais, a mezzosoprano Ana Lúcia Benedetti destacou-se como Eboli ao interpretar a ária ‘O Don Fatale’, enquanto o baixo Luiz-Ottavio Faria emprestou imponência e densidade dramática ao rei Filippo II. A participação do baixo Soloman Howard como o Grande Inquisidor no quarto ato também marcou o público pelo vigor dramático do confronto com o monarca.

O barítono Paulo Szot entregou uma interpretação memorável como o marquês de Posa, destacando-se pela densidade técnica e emocional ao dar vida ao amigo leal e defensor do povo oprimido. A montagem segue em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo, reafirmando a força do repertório operístico na capital paulista.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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