O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) participou de um encontro com influenciadores digitais na capital paulista nesta segunda-feira (21) para apresentar seus projetos de governo. Entre as principais promessas divulgadas no evento, o candidato destacou a intenção de promover grandes transformações em setores estratégicos como turismo, educação, medicina e agricultura.
No setor turístico, Cury criticou o volume atual de visitantes estrangeiros no país em comparação com outras nações. Para reverter o cenário, ele propôs a criação de duas edições anuais da chamada “Black Week” turística, com convênios envolvendo companhias aéreas, hotéis e restaurantes para impulsionar a chegada de milhões de visitantes ao Brasil.
Na área da educação, a proposta apresentada consiste em transformar o ensino médio em ensino técnico. Segundo o candidato, a medida visa atender à parcela expressiva de jovens que atualmente não cursam essa modalidade, integrando a formação escolar diretamente às demandas do mercado de trabalho.
O agronegócio também recebeu destaque na agenda de propostas, com a meta de dobrar a produção brasileira de alimentos em um prazo de dez anos. Cury afirmou que o plano prevê elevar a safra dos atuais 350 milhões para 700 milhões de toneladas, além de incentivar a verticalização da produção por meio da instalação de frigoríficos para a comercialização de proteínas.
Ainda sobre o setor agrícola, o candidato apontou dificuldades financeiras enfrentadas pelos produtores devido a margens estreitas de lucro e altos custos de custeio. Afirmando ter vivência prática na área, Cury defendeu suporte governamental para evitar falências em massa e fortalecer a competitividade do Brasil no cenário internacional.
Para o setor de microempresas, Cury prometeu dividir o BNDES em duas instituições distintas logo na primeira semana de gestão: o Banco da Grande Empresa e o Banco da Microempresa. O plano inclui a instalação de agências voltadas ao empreendedorismo em comunidades, favelas e escolas públicas, com foco na facilitação de crédito.
Por fim, o candidato abordou a responsabilidade fiscal e a redução das taxas de juros como caminhos para liberar recursos públicos. Segundo suas estimativas, a queda da taxa Selic para patamares entre 4% e 5% em um período de até dois anos permitiria financiar milhões de microempresas em todo o país.
Fonte: g1.globo.com
