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Encontro entre Trump e Xi afeta pouco o agronegócio do Brasil

Análise aponta que reunião entre líderes de EUA e China traz mudanças limitadas para o setor agropecuário brasileiro, dado o avanço da produção nacional frente à estagnação americana.

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Encontro entre Trump e Xi afeta pouco o agronegócio do Brasil

O encontro diplomático entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping traz impactos reduzidos para o agronegócio brasileiro. Nos últimos anos, os produtores norte-americanos têm perdido espaço no mercado da China, enquanto o setor produtivo do Brasil registra avanços expressivos e consolida sua posição como principal fornecedor de commodities para o país asiático.

Enquanto a produção agropecuária dos Estados Unidos permaneceu estagnada ao longo da última década, a agricultura brasileira expandiu suas colheitas de forma acelerada. Mesmo que Pequim decida retirar eventuais taxas aplicadas sobre produtos agrícolas norte-americanos, analistas avaliam que o Brasil continuará detendo a preferência no abastecimento do mercado chinês.

No segmento de grãos, a concorrência concentra-se essencialmente na soja. Caso a taxa de 10% sobre o grão norte-americano seja cancelada, o Brasil poderá sofrer alguma perda temporária de espaço, visto que os Estados Unidos iniciam sua colheita. Contudo, o volume total importado pelos chineses cresceu substancialmente, exigindo compras massivas que dependem majoritariamente da oferta nacional.

No setor de carnes, os Estados Unidos enfrentam restrições ligadas à capacidade de exportação e a problemas sanitários. O rebanho bovino americano atingiu seu menor patamar desde a década de 1950, reduzindo a produção interna. Além disso, surtos de gripe aviária têm dificultado o envio de carne de frango para o mercado chinês, criando barreiras que beneficiam indiretamente os exportadores brasileiros.

Outro mercado disputado é o de algodão, no qual o Brasil assumiu recentemente a liderança global nas exportações, superando os norte-americanos. Embora a remoção de tarifas pelos chineses possa elevar a competitividade dos produtos dos Estados Unidos, a consistência nas entregas e a competitividade de preços da fibra brasileira asseguram a manutenção do mercado.

Por fim, a postura da administração de Donald Trump tem se mostrado desfavorável aos produtores locais em termos de comércio exterior com a China, com quedas expressivas nas vendas em comparação a períodos anteriores. Com uma pauta diversificada que inclui celulose, açúcar, milho e carnes, o agronegócio brasileiro mantém sua solidez frente às movimentações geopolíticas entre as duas potências.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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