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Banco Central monitora efeitos indiretos do choque do petróleo e afasta propagação inflacionária por ora

Autoridade monetária acompanha os desdobramentos da alta do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio, mas aponta que ainda não observa contaminação duradoura na inflação brasileira.

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Banco Central monitora efeitos indiretos do choque do petróleo e afasta propagação inflacionária por ora

O Banco Central tem sinalizado em suas comunicações recentes que não adotará reações precipitadas diante de impactos diretos e temporários causados pelas oscilações nos preços do petróleo, motivadas pelo conflito geopolítico no Oriente Médio.

Apesar da postura inicial de cautela em relação às variações de curto prazo, a autarquia financeira mantém forte ênfase na necessidade de impedir que o atual choque de preços externos acabe se propagando de maneira perene para os índices de inflação do país.

Durante suas avaliações internas, o BC ponderou que o cenário exige vigilância redobrada, destacando a preocupação com a elevação das expectativas do mercado financeiro em relação à inflação desde a deflagração das hostilidades internacionais.

Outro fator que pesa sobre a análise da autoridade monetária é o ambiente econômico considerado menos favorável, marcado por um nível de atividade aquecida e indicadores inflacionários que operam próximos ao teto estipulado pelas metas oficiais.

Em documento oficial divulgado recentemente, o colegiado ressaltou que os riscos de contaminação generalizada na economia não podem ser totalmente descartados no atual momento econômico.

Por fim, o Banco Central reforçou que, além de seguir de perto a trajetória imediata das cotações do petróleo e seus derivados, continuará atento a eventuais sinais de contágio por meio de efeitos de segunda ordem na economia brasileira.

Fonte: noticias.uol.com.br

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