O juiz Márcio Alexandre Wust, titular da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, acatou a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul e tornou réus o influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, seu irmão Rafael Rezende da Silva Razuk e outros seis investigados. A decisão foi publicada no Diário da Justiça.
O caso decorre da Operação Rodas da Sorte, deflagrada em agosto pela DERCC (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos). A investigação apura crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar e sorteios não autorizados na capital sul-mato-grossense.
Como o processo tramita em segredo de Justiça, os detalhes específicos sobre quais crimes foram imputados individualmente a cada um dos acusados na denúncia não foram integralmente divulgados ao público.
Além dos irmãos Razuk, a lista oficial de denunciados inclui Danuza Costa Rezende da Silva, Cícero Fabiano Melo Silva, Haneman Alves Mendes, Hyan Lucas Alves Fernandes, Camila Matos Alves Mendes e Joaquim José da Silva Neto.
De acordo com o despacho judicial, os réus dispõem do prazo de dez dias para apresentar por escrito a resposta à acusação. Nesta fase processual, a defesa tem a oportunidade de arguir preliminares, juntar documentos relevantes, indicar justificações e arrolar testemunhas.
O magistrado também determinou que os acusados se manifestem acerca da realização de eventuais audiências por videoconferência e enviem cópia de seus documentos de identidade. Caso permaneçam inertes ou não constituam defensor particular, a representação jurídica ficará a cargo da Defensoria Pública. A Justiça ordenou ainda a juntada das certidões de antecedentes criminais atualizadas.
Durante a Operação Rodas da Sorte, mandados de busca e apreensão cumpridos pelas autoridades resultaram no recolhimento de mais de 20 veículos de luxo, avaliados em aproximadamente R$ 20 milhões, os quais estavam guardados em um galpão ligado ao influenciador.
As apurações policiais apontam que Eduardo Razuk teria movimentado somas milionárias por meio da venda e da divulgação de rifas clandestinas veiculadas em suas redes sociais. Tanto Eduardo quanto Rafael chegaram a ter prisões preventivas decretadas, mas obtiveram liberdade provisória mediante cumprimento de medidas cautelares.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos envolvidos e a suspensão das contas e perfis de Eduardo Razuk nas redes sociais, que acumulavam mais de 1,1 milhão de seguidores. Por sua vez, a defesa do influenciador tem sustentado que os sorteios seguiam a legalidade e contestado a interpretação policial sobre a atuação do investigado nas divulgações.
Fonte: www.campograndenews.com.br
