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Entre os cinco principais parceiros da União Europeia, apenas o Brasil eleva exportações

Dados da Comissão Europeia mostram que o Brasil foi o único entre os principais parceiros a ampliar exportações agroalimentares para o bloco nos sete primeiros meses do ano.

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Entre os cinco principais parceiros da União Europeia, apenas o Brasil eleva exportações

Entre os cinco principais parceiros comerciais da União Europeia, o Brasil destacou-se como o único a conseguir ampliar as suas exportações de produtos agroalimentares para o bloco durante os primeiros sete meses do ano. Os brasileiros, que atualmente detêm 10% desse mercado relevante, embarcaram para os países europeus o montante correspondente a € 11,2 bilhões em mercadorias do setor até o mês de julho.

No cenário geral, as importações efetuadas pelos países europeus alcançaram € 108,6 bilhões no período. A participação brasileira poderia ter sido ainda mais expressiva se os preços do café não tivessem apresentado recuo. O grupo composto por café, cacau, chá e especiarias representou os principais gastos de importação do bloco, atingindo € 105,6 bilhões ou, especificamente, € 20,5 bilhões até julho, o que representa uma retração de 19% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além do grão, frutas, castanhas e soja figuram no topo das despesas europeias, com o Brasil ganhando espaço impulsionado justamente pela comercialização de um volume ampliado dessa leguminosa.

Relatórios da Comissão Europeia também evidenciaram um crescimento nas aquisições de carne bovina. No acumulado até julho, os dispêndios totais do bloco com o produto chegaram a € 2,1 bilhões. Contudo, apesar dessa clara dependência no abastecimento, autoridades europeias determinaram o fechamento do mercado do bloco para a carne bovina brasileira no início do mês vigente.

No contexto macroeconômico global, as diretrizes tarifárias adotadas pelo governo de Donald Trump em relação aos parceiros comerciais geraram impactos diretos nas transações dos europeus com os Estados Unidos. As compras da União Europeia junto aos americanos sofreram queda, recuando para € 7,69 bilhões — um recuo de 4% frente ao intervalo entre janeiro e julho de 2025 —, ao passo que as exportações para o mercado norte-americano diminuíram 9%, situando-se em € 16 bilhões. O bloco europeu também reduziu o volume de trocas comerciais com a China, registrando queda de 3% nas exportações, enquanto as importações permaneceram estáveis.

No que tange ao desempenho do agronegócio brasileiro no mercado externo, levantamentos da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) indicam que as vendas de soja alcançaram 7,24 milhões de toneladas no mês, superando o volume de igual período de 2025 em praticamente todos os meses, com exceção de fevereiro. Com esse ritmo, o volume acumulado já atinge a marca de 102 milhões de toneladas, aproximando-se dos 109 milhões registrados em todo o ano passado.

Por fim, outros setores também apresentam forte movimentação na balança comercial brasileira. As exportações de milho somam 19,5 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, enquanto o farelo de soja já totaliza 19,3 milhões de toneladas comercializadas ao exterior. Adicionalmente, o Brasil vem conquistando espaço significativo no mercado de DDGS, subproduto do etanol de milho rico em proteínas, cujos embarques já somam 840 mil toneladas no atual exercício, superando o volume total de 796 mil toneladas contabilizado em todo o período de 2025.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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