Em um cenário de alívio nos mercados globais, o dólar comercial registrou queda expressiva e encerrou o pregão cotado a R$ 5,174, o que representa um recuo de 0,76% na sessão. Com esse desempenho, a moeda norte-americana fechou o mês de setembro acumulando uma ligeira baixa de 0,15%, influenciada por fatores externos e domésticos que movimentaram o câmbio ao longo do período.
O principal gatilho para o comportamento da moeda estrangeira veio dos Estados Unidos, onde os dados de inflação ficaram abaixo das expectativas do mercado. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,2% em agosto, ficando aquém da alta de 0,3% projetada pelos analistas, enquanto o índice cheio avançou 0,3%, também menor do que os 0,4% esperados.
Essa desaceleração nos indicadores inflacionários estadunidenses reduziu de forma significativa as apostas em uma nova elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) em outubro. O alívio nas perspectivas de juros pressionou para baixo os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, enfraquecendo o dólar em relação a diversas moedas globais, incluindo o real.
No mercado interno, o real apresentou um desempenho de destaque entre as principais moedas da América Latina, impulsionado pela maior busca de investidores por ativos locais. Além disso, o cenário eleitoral brasileiro permaneceu no radar dos operadores financeiros, embora os resultados das pesquisas de intenção de voto não tenham exercido influência determinante sobre os negócios do dia.
A Bolsa de Valores brasileira também acompanhou o clima positivo e fechou em forte alta. O Ibovespa avançou 1,37% na quarta-feira, atingindo 186.340,46 pontos, impulsionado principalmente pelo desempenho das ações do setor bancário e de companhias ligadas ao consumo interno. Com o resultado da sessão, o índice acumulou uma valorização expressiva de 5,03% ao longo do mês de setembro.
O fluxo de capital estrangeiro teve um papel fundamental para sustentar o mercado acionário brasileiro durante o mês. De acordo com informações da B3, o saldo de entrada líquida de investidores externos alcançou R$ 9,569 bilhões até o dia 28 de setembro, revertendo parcialmente o movimento de saída observado no mês anterior e elevando o saldo acumulado positivo no ano para quase R$ 29 bilhões.
Paralelamente, o mercado de commodities registrou valorização, com os contratos futuros de petróleo fechando em alta devido à persistência de tensões geopolíticas no Oriente Médio e ao monitoramento de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. O petróleo tipo Brent fechou cotado a US$ 98,03 o barril, com alta de 1,94%, enquanto o tipo WTI encerrou negociado a US$ 90,42, avançando 1,16% na sessão.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
